Stanford propõe processor multi-camada para IoT

A proposta de investigadores da Universidade de Stanford seria mais adequada para lidar com grandes volumes de dados, em operações de Big Data ou de IoT.

SkyscraperChips_ Stanford

Investigadores  da Universidade de Stanford criaram um multi-camadas de chips “high-rise” que poderia superam significativamente chips de computador tradicionais, assumindo as cargas de trabalho pesadas que serão necessários para a Internet das Coisas e big data. Uma equipa de investigação da Universidade de Stanford criou um processador com multiplas camadas, capaz de superar em muito os chips de computador tradicionais, na resolução de volumes de trabalho grandes, associados à Internet das Coisas e Big Data.

Através de técnicas de nanotecnologia, os investigadores construíram o processadro que denominam como “”high rise”, com camadas de processamento em cima de patamares de memória. Dessa forma conseguem reduzir o tempo e energia normalmente necessários para mover informações a partir da memória, para os ambientes de processamento e de volta. Max Shulaker, um investigador do projecto e um doutorando do departamento de engenharia eléctrica da Universidade de Stanford, explica que o componente tem quatro camadas.

Contudo, facilmente pode-se construir um com 100 camadas, se necessário. “A parte mais lenta de qualquer computador é o envio de informações entre a memória e o processador. Envolve também muita energia”, sublinha Shulaker.

“Se olharmos para as áreas nas quais as novas aplicações são mais emocionantes, destaca-se a de Big Data… Para esse tipo de novas aplicações, precisamos de descobrir uma forma de lidar com os grandes volumes de dados”, afirma.

Os gastos de energia e velocidade de processamento dos sistemas podem ser melhorados, com os chips de múltiplas camadas

A separação convencional entre memória e lógica não é bem adequada para este tipo de volume pesado. Com os desenhos dos chips tradicionais, a informação é passada da memória para o processador e depois para a computação. Depois, é redireccionada para a memória para ser gravada novamente.

Em termos relativos, isso demora e gasta mais energia do que a própria computação. No caso da Internet das coisas milhões de sensores deverão enviar dados, tendencialmente para uma plataforma de cloud computing, mas há desafios.

“Pode-se enviar todos os dados para a cloud para organizar todos os dados lá, mas isso é um enorme dilúvio de dados. São necessários chips capazes de processar todos esses dados … Para fazer sentido deles antes de os enviar para a cloud”, defende o investigador.

Isso torna mais eficiente o funcionamento com a Internet das coisas e com a cloud computing.




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