Compuware regressa às suas raízes no mainframe

A empresa autonomizou a sua divisão de tecnologia para gestão de desempenho de sistemas, a qual funcionará sob a marca Dynatrace.

Chris O'Malley-CEO da Compuware

Voltando às suas raízes como fornecedor de software para mainframe, a Compuware separou a actividade da sua divisão produtora de software de gestão de desempenho de aplicações (Application Performance Management). Os clientes de tecnologia das duas áreas podem beneficiar da medida.

Ao actuarem separadamente, as empresas serão capazes de melhor servir clientes em vez de funcionarem como um entidade monolítica poderia, dizem os respectivos CEO das organizações resultantes. O desenvolvimento de tecnologia de APM está a evoluir de forma muito dinâmica, enquanto o do software de mainframe tende a manter um ritmo mais cauteloso.

A unidade de negócios de APM já está a funcionar desde Setembro, sob o nome Dynatrace, o mesmo da organização adquirida pela Compuware em 2011, por 256 milhões de dólares. Há cerca de três meses Thoma Bravo anunciou os seus planos para adquirir a Compuware por 2,5 mil milhões de dólares, numa acção para privatizar a empresa anteriormente cotada em bolsa.

O empresário anunciou na última terça-feira, a conclusão do processo de aquisição e de spin-off. A nova Dynatrace inclui activos e recursos humanos da aquisição da Gomez, pela Compuware, em 2009, por 295 milhões dólares.

Agir separadamente faz mais sentido estratégico para  a Compuware, do que tentar evoluir em sintonia, defende Charles King (Pund-IT).

Chris O’Malley, ex-presidente de operações de mainframe da Compuware, será o CEO da Compuware. E esta vai concentrar-se inteiramente no fornecimento de software para otimizar mainframes System Z da IBM.

John Van Siclen, gestor-geral da unidade de negócios Compuware APM, é agora CEO da Dynatrace, cargo que já ocupou antes da aquisição (2011). O spin-off permite a Thoma Bravo melhorar o enfoque das duas empresas, afirma Charles King, director de pesquisa da Pund-IT.

“As duas áreas não se excluem, mas têm individualidade suficiente para justificar esforços de desenvolvimento e marketing discretos. Agir separadamente faz mais sentido estratégico do que tentar evoluir em sintonia,” defende King.




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