Hackers fazem “oferta” suspeita à Sony Pictures

Os cibercriminosos estão a oferecer ao funcionários a possibilidade de não revelarem os seus dados subtraídos recentemente, mediante o envio de alguns elementos de identificação.

Imagem de ataque a Sony Pictures

Os hackers que roubaram gigabytes de dados, da Sony Pictures, pediram ao funcionários da empresa para entrarem em contacto com eles: no caso de não quererem que informações pessoais se tornem públicas. Uma mensagem publicada na Internet durante o passado domingo, em nome do “Guardian of Peace” (GOP), ou “Guardiões da Paz”, serviu de suporte à oferta, ao renovar a ameaça de publicar mais documentos empresariais, aparentemente roubados à Sony Pictures durante o ataque em Novembro.

“Temos um plano para libertar e-mails e [revelar] a privacidade de funcionários da Sony Pictures”, avisa a mensagem. “Se não quer que a sua privacidade seja revelada, diga-nos o seu nome e cargo para retirarmos os respectivos dados”.

Vários endereços de serviços de e-mail anónimo acompanham a mensagem. São os mesmos utilizados no Sábado, quando o grupo repetiu as suas exigências à Sony, sugerindo que esta entre em contacto ou então assista ao lançamento de um “presente de Natal”.

Não é claro se a oferta é sincera ou uma tentativa de entrar em contacto com o pessoal da Sony, visando um novo ciberataque. Surge depois de os hackers lançarem milhares de e-mails confidenciais enviados entre os executivos da Sony, aos empregados e aos outros na indústria do cinema.

“Quanto mais o tempo passa, em pior estado ficará a SPE e a Sony irá falência”, diz ainda a comunicação do GOP. A mensagem foi acompanhada por links para aquilo que os hackers dizem ser uma nova divulgação de dados, aparentemente, a caixa de e-mail de Steven O’Dell, presidente internacional da Sony Pictures.

A Sony tentou evitar que organizações de média divulgassem documentos.

Enquanto a mensagem segue o padrão estabelecido em comunicações anteriores, por parte dos hackers, não foi possível verificar a identidade do emitente nem verificar imediatamente o conteúdo dos dados divulgados.

Durante o fim de semana, a Sony tentou evitar que organizações de média divulgassem documentos, a partir de relatórios libertados até agora. Cartas quase idênticas enviadas a vários repórteres pedem para eles destruirem ficheiros e cessarem as suas reportagens sobre o seu conteúdo.

Mas vários advogados já consideram ser dificíl à Sony evitar a divulgação dos relatórios.




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