Merck Portugal converge apresentação de dados

A operação portuguesa da farmacêutica consolidou, numa só aplicação, informações provenientes de três fontes, com projecto e serviços da Glintt.

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Miguel Machado, gestor de projecto da Merck Portugal

A Merck Portugal investiu num projecto de Business Intelligence (BI) para consolidar informações de mercado e sobre a evolução do seu negócio no país, numa aplicação. O projecto, realizado em parceria com a Glintt, teve como principal objectivo facilitar aos directores de unidades e chefes de vendas a obtenção diária de dados.

Implicou dar maior automatização e velocidade ao processo de fornecimento de elementos, a partir de três fontes: ficheiros Excel, ERP SAP e Health Market Research ‒ fornecedor de informação sobre o mercado farmacêutico. A implantação envolveu resolver alguns desafios e resultou numa lição sobre a importância do levantamento de requisitos, destaca o gestor de projecto da Merck Portugal, Miguel Machado.

“O nosso utilizador final teve muitas dúvidas sobre a versão final da aplicação, e por isso mudou muitas vezes os requisitos”, avança. O gestor considera ser necessário “na próxima vez, recolher melhor os requisitos e despender mais tempo” na fase de análise dos mesmos.

“Tentaremos conseguir uma forma de o cliente ter a certeza de os requisitos identificados por ele serem mesmo os que quer”, explica. No último desenvolvimento, os requisitos acabaram por ser ”insuficientes” para as necessidades do utilizador.

Mesmo tendo-se usado o método do Project Management Institute (PMI), depois, “na prática, o utilizador teve necessidade de alterar o que foi feito”. Para as mudanças mais simples, não foi preciso recorrer à Glintt. O Qlikview presta-se facilmente a essas alterações, testemunha o responsável.

Reduzir o esforço dos gestores

Os referidos gestores, ou utilizadores, “precisam de reportes diários sobre as actividades no terreno e era necessário muito esforço para trabalhar essa informação, com o Microsoft Excel”, afirma. No decorrer do projecto acabaram por se tornar relevantes as dificuldades na integração de informação desde as várias fontes de dados.

“A maior dificuldade foi integrar os dados quando os campos de informação não correspondiam”, detalha. Mas a Glintt fez um “bom trabalho”, conseguindo resolver os problemas de conflitos de dados, acredita Miguel Machado.

“Por exemplo, quando nós temos uma factura sobre a qual é feita uma devolução manual, esta vem com caracteres especiais cuja integração dá erro. Implementaram-se uma série de processos para resolver esse tipo de problemas”, explica. O volume de informação envolvido também implicou esforço específico e desenvolvimento de código no Qlikview.

Uma etapa de “estágio” prepara os dados para ser possível mostrá-los de forma mais visual.

“O facto de termos muitos dados obrigou-nos a trabalhá-los de forma a ser mais eficiente e mais rápido processar os dados”, esclarece Miguel Machado. Segundo o responsável, foi desenvolvido um processo de extracção, transformação, em modelos adequados, e carregamento de dados (Extract,Transform, Load).

Constitui uma etapa de “estágio”, para depois ser possível mostrar os dados de uma forma mais visual. No processo foram seleccionados os dados mais interessantes para a empresa.

O “estágio” também prepara os dados para serem disponibilizados segundo perfis de acesso à informação, havendo actualmente 15 colaboradores a usar a aplicação, entre gestores, directores e chefes de vendas. O suporte de visualização de dados foi desenvolvido sobre a plataforma Qlikview, cedida à escala mundial pela multinacional às suas subsidiárias.

Disponibiliza a informação, a partir de um volume de dados na ordem dos 7,8 milhões de registos, no caso do fluxo da Health Market Research (HMR), e 700 mil, desde os sistemas SAP ‒ desta fonte, o grau de detalhe é à linha da factura.

O conjunto de informação acaba por ser segmentado por vários temas e áreas, por exemplo:
‒ por produtos;
‒ vendas às farmácias;
‒ dados de mercado por regiões;
‒ vendas pelas farmácias.

Além de definir como pretendem ver a informação, os gestores têm acesso a informação de vários tipos, permitindo-lhes fazer:
‒ comparações de evolução anual das vendas de um produto face ao previsto, envolvendo a quota de mercado do mesmo;

‒ comparações de evolução de vendas por clientes (farmácias);

‒ análises de relatórios de vendas;

‒ aferição do potencial dos clientes, tendo em conta também a consolidação do universo de farmácias.

Segundo os responsáveis pelo projecto, na área de mapeamento das fontes de dados, o utilizador pode confirmar a qualidade dos dados, conseguindo aceder a informação à escala das regiões de mercado.

Mais fontes em agenda

Os planos de evolução para a plataforma incluem a adição de mais fontes de dados. ”Queremos integrar no Qlikview mais informação de mercado da Cegedim e IMS Health. A Cegedim fornece dados de visita médica, sobre a acção dos delegados no terreno junto de médicos e responsáveis de compras de hospitais. A IMS dedica-se mais à informação sobre doenças, tratamentos, custo, entre outros temas.

“Vamos alargar a plataforma a outras áreas de negócio” como a Consumer Health e a Merck Seron, revela Miguel Machado. “E veremos se os delegados de informação médica vão também poder aceder à plataforma de informação, se for necessário”, acrescenta.

Depende de aqueles precisarem de informação de visita médica, “para terem melhor noção” sobre as suas iniciativas.




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