Conter gastos é desafio para operadoras

Projecto de uso de telemóveis junto da população do ensino secundário mostra os seus perfis de utilização.

FAQtos

Aceder à Internet e às redes sociais usando um plano de dados passou a ser a regra nos tarifários dos jovens portugueses (57% revelou usá-lo), com um gasto mensal médio individual de nove euros para um tráfego entre os 50 e os 250 megabytes.

Os dados constam de um estudo do projecto FAQtos, do INOV-INESC e do Instituto Superior Técnico, com respostas a 6.500 inquéritos realizados durante três anos em várias escolas secundárias, nos anos lectivos 2010/11 a 2013/14 sobre a utilização dos telemóveis e sobre as radiações eletromagnéticas emitidas por equipamentos domésticos.

20% dos jovens assumiu ter restrições à utilização do telemóvel, principalmente para contenção de gastos – o que revela “uma preocupação para os pais e um desafio para as operadoras que, cada vez mais, têm nos jovens um público de tráfego ilimitado”, é dito em comunicado.

“Os valores diários de conversação são acima de uma hora, com uma duração média de 36 minutos”, e a troca de SMS “também é intensa”, com 35% das respostas a indicarem “um valor superior a 100 SMSs enviadas por dia, sendo o número de respostas acima das 200 SMSs por dia também muito apreciável”.

Relativamente aos possíveis efeitos das radiações electromagnéticas na saúde, cerca de metade dos jovens inquiridos “diz-se preocupado, mas apenas 15% procuraram informar-se sobre o tema”, embora assumindo que “o nível de preocupação nesta matéria tem vindo a diminuir, talvez resultante do trabalho de informação realizado nas escolas nos últimos anos”.

É na faixa dos jovens entre os 10 e os 12 anos (2º ciclo do ensino básico) que mais de 60% recebe o primeiro telemóvel, “sendo que a idade média com que têm o primeiro telemóvel não sofreu alteração no triénio em análise: fixa-se nos 10,5 anos. A partir dos 13/14 anos, a presença do telemóvel é regra entre praticamente todos os jovens inquiridos; apenas 0,4% indicou não usar o aparelho, com um número assinalável (mais de 15%) a deter mais do que um equipamento”.

Em termos de género, as jovens “fazem chamadas mais longas (a diferença atinge os 54%) e enviam mais SMSs (41%), não havendo, contudo, diferenciação apreciável no número de chamadas efectuadas (variações sempre inferiores a 10% e em ambos os sentidos ao longo dos vários anos em análise).




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