Ciberataques a sistemas industriais são preocupação da NSA

Nações e grupos estão a envolver-se em comportamentos de risco, na ausência de regras para o ciberespaço.

Mike Rogers - NSA

Mike Rogers, director da National Security Agency

Várias nações estão a investinr nas suas capacidades de “hackear” a infra-estrutura crítica dos EUA, tornando a defesa dessas redes numa prioridade, revelou na quinta-feira o almirante Mike Rogers, responsável da National Security Agency (NSA).

Os atacantes procuram informações detalhadas sobre como funcionam os sistemas de controlo industrial, incluindo a obtenção de esquemas de engenharia e de informações sobre como esses sistemas estão configurados, disse Rogers.

Tais informações podem permitir aos hackers encerrarem partes “muito segmentadas, muito específicas” de redes, para desligar turbinas de energia, exemplificou.

Os sistemas de controlo industrial são “grandes áreas do crescimento de vulnerabilidades e de acção que vamos ver nos próximos 12 meses e é uma das coisas que mais me preocupam”, disse Rogers. “Isto será verdadeiramente destructivo se alguém decidir que é isso que quer fazer”.

Uma ou duas nações, além da China, possui a capacidade de danificar a infra-estrutura dos Estados Unidos, embora Rogers tenha revelado que informações específicas sobre esses países são classificadas.

Os EUA estão a ver uma tendência de grupos criminosos, que foram motivados no passado para lucrarem com o roubo de informações, a usarem algumas das mesmas ferramentas de ataques utilizadas pelos países, segundo.

O governo acredita que esses Estados estão a tentar obscurecer a sua actividade usando gangues criminosas como substitutos para conduzir ciberataques. “Isso é um desenvolvimento preocupante para nós”, disse.




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