SAP alarga vaga de simplificação

S-Innovations é prolongamento da iniciativa lançada com o Simple Finance. Procura aproveitar os benefícios da nova versão da Hana, principalmente as funcionalidades de “multi-tenancy”.

Bernd Leukert, administrador da SAP para produtos e inovação

Bernd Leukert, administrador da SAP para produtos e inovação

Face às dificuldades manifestadas por muitos potenciais clientes da plataforma Hana, a SAP continua a tentar facilitar a sua adopção ou utilização, nem que seja de forma indirecta. Depois de ter lançado o serviço/software Simple Finance, suportado na Hana Enterprise Cloud, o fabricante apresentou esta terça-feira o que denomina como “S-Innovations”, durante o SAP TechEd & d-code, que decorre em Berlim (Alemanha).

São serviços ou aplicações, conforme a forma de utilização, reduzidas ao essencial e destinadas às outras linhas de negócio das organizações. Não deixam de abarcar processos financeiros mas focam-se sobretudo naqueles ligados ao envolvimento com os clientes, aos de comercialização, de serviços de compras e gestão de inventário.

Segundo, Bernd Leukert, administrador da SAP para produtos e inovação, estão focadas nas prioridades das linhas de negócio. No entanto, usam o mesmo modelo de processos e de dados e evitam o alojamento redundante de dados. Evitam a necessidade de agregação de dados.

Há também, diz Leukert, uma “decomposição” de elementos do ERP. Peça central neste aspecto é a interface de utilização Fiori, na qual os referidos elementos são apresentados numa lógica orientada a tarefas, explicou Björn Goeke. Este vice-presidente para produtos e inovação destacou a possibilidade de as aplicações usarem a funcionalidade de “multi-tenancy” da versão 9 da Hana. E isso, lembra, permitirá usar a mesma base de dados e reduzir custos operacionais.

A SAP não nega a possibilidade de os clientes usarem as aplicações em várias formas de consumo, como em modelo de cloud, em instalações próprias ou clouds geridas. Mas denuncia a preferência pelo modelo suportado pela Hana em cloud computing.

“Há constrangimentos tecnológicos para podermos fornecer a mesma riqueza de funcionalidades e potência noutras instalações”, disse Leukert. Em conferência de imprensa, o administrador explicou como a SAP considera a Hana na cloud como uma plataforma completamente diferente das outras ofertas de PaaS: “na mesma plataforma estão os processos transaccionais e analíticos, sem replicações desnecessárias de dados”.

A mesma característica serve para marcar a diferença face à oferta Watson da IBM, com quem a empresa reforçou a sua parceria. Além de evitar redundâncias, permitirá uma maior integração de componentes.

Sem assumir que a Business Suite pode tornar-se um sistema legado, Leukert afirmou que as S-Innovations são uma renovação daquela e admitiu que poderá haverá alguma sobreposição de oferta, do ponto de vista das funções. Mas considerando a “variedade de mercados”, não é significativa, sublinha.

O responsável acabou por apresentar as S-Innovations como uma forma de as empresas, ou linhas de negócio, adoptarem e utilizarem aplicações mais rapidamente. Com a utilização das aplicações instaladas em centro de dados do cliente, este estará em desvantagem temporal face àqueles que usam o modelo em cloud computing.

Terá de esperar pelo processo de agregação e disponibilização de melhorias, mais clássico. Leukert garantiu que as aplicações poderão ser adoptadas de forma gradual.

O fabricante conta disponibilizar 43 aplicações a partir do primeiro trimestre de 2015, baseadas na plataforma Fiori, lançadas a cada trimestre do ano.

Novo modelo para ocupar menos espaço​

O novo modelo de dados, adoptado para as S-Innovations segundo o qual os elementos são alojados uma vez e num sítio, permitem segundo a SAP reduções significativas no espaço ocupado pela informação, na infra-estrutura. O administrador da SAP citou valores segundo os quais, um ERP que numa instalação tradicional ocuparia perto de 7,1 terabytes, ocupa 1,8 TB na cloud com Hana e apenas 0,8 TB com o novo esquema.

*Actualizado com informação nos quatro últimos parágrafos.


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