Operadores devem convergir ecrãs e IoT

A mobilidade ficará num plano secundário enquanto a cloud será o destino, diz o CTO da Telstra, Vish Nandlall. Quem não evoluir tendo isto em mente, deixará de ser competitivo em cinco anos.

Vish Nandlall, CTO da Telstra

Vish Nandlall, CTO da Telstra

Se isto já não estiver a acontecer, a indústria das telecomunicações vai competir no futuro sobre quem poderá fornecer a melhor experiência convergente, de acordo com o CTO da operadora Telstra, Vish Nandlall. Durante uma palestra na Telecoms Summit 2020, da Ovum, o responsável confirmou que a Internet das coisas, ou Internet of Things (IoT), vai desempenhar um papel importante no futuro das telecomunicações.

“Temos um mundo de coisas. A mobilidade estará num plano secundário e a cloud vai ser o destino”, explicou. “Se não se está a desenvolver [a empresa] para isso, vai haver perdas. Não será capaz de competir em cinco anos… Essa constituirá a estrutura moderna dos operadores”, reforçou.

Nandlall considerou que os operadores terão de oferecer uma experiência de utilização suportada em milhares de coisas, incluindo dispositivos portáteis, carros e dispositivos conectados em casas inteligentes. E defende mesmo que a ideia de “triple play” ‒ um pacote de serviços de telefonia, Internet e TV ‒ se tornou um conceito antiquado.

Ele considera ainda que a convergência está a tomar todos os dados, sobre identidade, círculos e aplicações sociais da pessoa, e a espalhá-los por todas as suas coisas e ecrãs. “Quero [como utilizador] que as capacidades funcionem perfeitamente em todos os diferentes modos de interacção que tenho”, alerta.

Nandlall advertiu também ser importante não perder o foco na privacidade do cliente, nesta prestação do serviço convergente.




Deixe um comentário

O seu email não será publicado