Indecisão sobre Hadoop lembra “À espera de Godot”

A maioria das empresas que investiram em projectos de Big Data fizeram-no só para iniciativas-piloto, de acordo com a Gartner.

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As empresas expectantes sobre a tecnologia open source Hadoop, antes de implantarem o sistema de processamento de dados, parecem-se com os personagens da peça de Samuel Beckett, “À espera de Godot”, considera o analista da Gartner, Merv Adrian. A indecisão dos personagens, insistiu, parece replicada pelas organizações sobre a possibilidade de experimentarem o Hadoop e mesmo outras soluções de Big Data

“Os grandes investimentos sobre dados estão em ascensão, mas é surpreendente como muitas organizações ainda estão à espera – um personagem diz ‘vamos’, e o outro responde, ‘não, vamos. esperar um pouco mais’, e assim continuam”, ironizou o consultor numa apresentação para parceiros da Teradata, em Nashville (EUA).

Aquelas empresas que planeiam a implantação de projectos de Big Data, segundo o mesmo, podem ter vários objectivos:

‒ rentabilizar os dados, usando-os para o marketing;
‒ alcançar crescimentos nas vendas;
‒ suportar o desenvolvimento de novos produtos e serviços;
‒ gerir riscos;
‒ melhorar a detecção de fraude; ou
‒ melhorar o desempenho operacional e financeiro.

“O Hadoop tem concentrado a maioria dos questionamentos de cada mês, sobre Big Data. Com o incremento do número de distribuições e recursos, a maior complicação na adopção da plataforma está em construir o conjunto [de tecnologia]”, diz Adrian.

Os primeiros a adoptarem a tecenologia fizeram-no com o download do sistema, a partir da Apache. “Mas à medida que avançamos é necessário abandonar as implantações por linhas de comando, para haver um uso empresarial mais amplo”.

Segundo Adrian, 70% das empresas que investiram em Big Data, na sua maioria fizeram-no para projectos-piloto. Apenas 12% a usam em ambientes de produção completos.

A Yarn muda o jogo, tudo começa nela, considera Merv Adrian, da Gartner

O analista prevê que em 2015 haverá uma “rápida ascensão” em implantações de Big Data completas e o Hadoop ajudará a liderar o caminho. Para Adrian, a tecnologia Yarn, para Hadoop, deverá impulsionar as implantações, dado permitir a gestão de pesquisas em agrupamentos, para suportar o processamento em lote.

Além disso, suporta tecnologia SQL interativa, tarefas in-memory, operações de streaming, eventos e pesquisas, assim como operações de NoSQL. “A Yarn muda o jogo, tudo começa nela. De certeza, mesmo havendo na peça quem diga que ‘nada é certo'”. brincou.

O motor Spark será, nas previsões de Adrian, um grande factor na adopção da tecnologia em 2015, sobretudo pela sua acção na execução in-memory e em disco, para tarefas de re-utilização múltipla de dados, beneficiando da extracção interactiva de dados. O Spark deverá ser lançado no próximo ano.




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