Analistas reagem ao anúncio da divisão da Symantec

A empresa nunca cumpriu as suas promessas no armazenamento, mas a separação significa uma opção menos atraente para algumas organizações.

Symantec - flickr - CSO

Esta quinta-feira, a Symantec confirmou que se vai separar em duas unidades de negócios: uma vai concentrar-se na segurança, enquanto a outra ficará para a gestão da informação.

Em comunicado, Michael Brown, presidente e CEO da Symantec, disse que a separação iria fornecer a cada empresa a flexibilidade e foco necessários para impulsionar o crescimento e aumentar o valor dos accionistas.

O conceito de crescimento e valor tem sido algo pelo que a Symantec teve que lutar com o passar dos anos. Muitos líderes empresariais ficaram desapontados após a aquisição da Symantec por 10,2 mil milhões de dólares do fornecedor de armazenamento Veritas, em 2005.

“A Symantec nunca entregou qualquer tipo de integração entre segurança e operações de TI em que prometeu estar a trabalhar. E, no momento da aquisição, a Veritas era não só o principal fornecedor de backup empresarial, mas também o principal gestor de volume, sistema de ficheiros, replicação “host-based” e tecnologia de “clustering” no mercado, mas os últimos produtos têm tido um sucesso limitado à medida que a tecnologia mudou”, comentou Stephanie Balaouras, da Forrester, em comunicado.

“A separação permite que cada uma das novas empresas se concentre nas suas áreas de foco. Mas, como empresas independentes, são menos atraentes para um CIO à procura de parceiros estratégicos em tecnologia. A Veritas é atraente para o vice-presidente de operações de TI, enquanto a parte de segurança Symantec será atraente para o CISO”.

Novas divisões são mais fáceis de adquirir
A divisão de dados dentro da Symantec será composta das suas linhas de backup e recuperação, arquivo, eDiscovery, gestão de armazenamento e disponibilidade de informação. A divisão de segurança vai ter mais, incluindo as ofertas SSL, DLP e MSP, além da protecção “endpoint” e gestão, criptografia de dados, mobilidade, autenticação e segurança hospedada.

“O armazenamento está a afastar-se dos dispositivos para o armazenamento apenas por software. Os activos de armazenamento da Symantec serão mais fáceis de adquirir sem o negócio da segurança, pois as suas soluções de backup e arquivo podem interessar ao portefólio de fornecedores de armazenamento definido por software”, disse Henry Baltazar, da Forrester.

A Symantec espera concluir o “spin off” até Dezembro de 2015.

Seguindo a ideia de Baltazar, o analista da Piper Jaffray, Andrew J. Nowinski, especula que quando a separação estiver terminada em 2015, a Cisco provavelmente vai olhar para a compra dos activos de segurança da Symantec, “e rapidamente triplicar o tamanho da sua rede de inteligência de ameaças”.

Ele acrescenta que a NetApp pode ser uma candidata provável para a divisão de armazenamento, uma vez que permitirá à empresa competir melhor contra a EMC.




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