Mês Europeu da Cibersegurança focado nos cidadãos

Começou esta quarta-feira a iniciativa de sensibilização da Comissão Europeia e da ENISA. Em Portugal o programa inclui o evento Infosec Week, agendado para 6 a 10 de Outubro.

Udo Helmbrecht_director executivo da ENISA (DR)

A Agência da União Europeia para a Segurança das Redes e da Informação (ENISA) e a DG Connect da Comissão Europeia estão a lançar, esta quarta-feira, o Mês Europeu da Cibersegurança (ECSM), centrado na sensibilização dos cidadãos para o tema. A 6 de Outubro arranca em Portugal a quarta edição do Infosec Week, organizada pela Shadowsec, em cooperação com o Centro Nacional de Cibersegurança, o UK Trade Investment e o United Nations Interregional Crime and Justice Research Institute. O seu programa inclui intervenções de várias entidades, workshops e painéis de debate.

O ECSM será uma campanha da União Europeia com o objectivo de promover a segurança cibernética entre os cidadãos e advogar a mudança na percepção das ameaças cibernéticas fomentando a segurança das informações e dos dados, a educação, o intercâmbio de boas práticas e concursos, resume um comunicado. Este ano, o lançamento oficial da iniciativa tem lugar paralelamente à reunião de alto nível da ENISA ‒ “10 anos a garantir a cibersegurança da Europa… e mais além!” ‒ nas instalações da representação do Estado Livre da Baviera, em Bruxelas.

Na reunião de alto nível, o ECSM abordará o tema do “Envolvimento dos cidadãos” com representantes da Semana Europeia da Programação, da Grande Coligação para a Criação de Empregos e parceiros europeus e americanos. Na opinião da Comissária Europeia para a Agenda Digital, Nellie Kroes, impõe-se criar e manter a confiança se queremos realmente concretizar os muitos benefícios trazidos pela Internet e seus serviços.

“No que diz respeito à segurança cibernética, é do interesse de todos nós termos muito mais capacidade de resposta e resiliência às ameaças cibernéticas. A ENISA pode desempenhar um papel simultaneamente operacional e estratégico para garantir que a Europa está preparada para o desafio”, considera.

A Internet das coisas terá um impacto profundo no quotidiano dos cidadãos porque os serviços electrónicos estão totalmente dependentes de um ciberespaço aberto e seguro.

Udo Helmbrecht, director executivo da ENISA, destaca a emergência rápida da Internet das coisas, na qual todos os dispositivos electrónicos estarão acessíveis e serão identificáveis unicamente através da Internet. O impacto será profundo “em todos os aspectos do quotidiano do cidadão, dado que os serviços electrónicos estão agora totalmente dependentes de um ciberespaço aberto, seguro e fiável”.

Assim, para o responsável, “é essencial que o cidadão participe activamente na melhoria da segurança da informação”. Ao mesmo tempo, a ENISA deverá facilitar processos de optimização e os Estados-Membros têm de garantir que a política de segurança acolha a economia baseada na Internet prevista pela estratégia Europa 2020, recorda.

Cinco semanas para cinco grupos

Ao longo do mês as actividades de sensibilização serão a dedicadas a cinco temas, distribuídos pelo mesmo número semanas e focadas em público diferentes :
‒ 1ª: formação de trabalhadores, dirigida a organizações públicas e privadas;
‒ 2ª: protecção da segurança de computadores e dispositivos móveis e respectivas actualizações, dirigida a todos os utilizadores digitais;
‒ 3ª: programação, dirigida a estudantes;
‒ 4ª: exercícios de cibersegurança, dirigida a peritos técnicos;
‒ 5ª: privacidade e comunicações electrónicas, dirigida a todos os utilizadores digitais.

A lista completa das actividades do ECSM agendadas por toda a Europa está no site da iniciativa e abrange as actividades online. O ECSM será seguido por uma reunião de avaliação e pelo relatório sobre os resultados do ECSM.

Durante o mês de Outubro, a ENISA publicará material novo todas as semanas. Esta quarta-feira estão disponíveis sete notas informativas com recomendações sobre temas  associados à cibersegurança em várias línguas da UE.

As recomendações incluem sugestões sobre a segurança das redes e da informação destinadas a educadores e trabalhadores, os riscos associados à utilização de software ou antivírus obsoletos, a segurança dos populares serviços em cloud computing (nomeadamente as redes sociais), os direitos de protecção de dados em linha e a integração do conhecimento obtido até à data através da promoção dos exercícios de cibersegurança pan-europeus entre os sectores público e privado.




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