“Relação da Mainroad com os parceiros será reforçada”

Depois da compra da empresa, o administrador da NOS, Manuel Eanes, revela que a realização de novas aquisições por parte do operador não está, para já, “em cima da mesa”.

Manuel Ramalho Eanes_administrador da NOS (DR)A compra da Mainroad pela NOS deverá reforçar a relação dos parceiros associados à primeira empresa, pela necessidade de abordar “desafios mais agressivos”, afirma o administrador do operador, Manuel Eanes, em entrevista para o Computerworld. Segundo o responsável para o pelouro empresarial, a estratégia da operação adquirida deve manter-se no curto prazo, tanto para o negócio nacional como no internacional.

Mas neste último parece haver hipóteses de alterações. Ainda em 2013, a Mainroad anunciou o reforço da sua aposta em Espanha.

Sobre a possibilidade de encetar novos tipos de parceria ou sobre o valor do negócio de cloud computing das duas empresas, manteve essa informação “reservada”. Em 2012, quando a empresa facturou 16,6 milhões, a área de IT Outsourcing e Managed Services foi a que mais contribuiu para o volume de negócios, com 64% do mesmo.

A actividade de serviços de centros de dados, incluindo de cloud computing, representou 23%. Em 2013 a facturação desceu para 16,237 milhões de euros, mas os seus resultados líquidos aumentaram 30%, atingindo os 1,185 milhões de euros.

Computerworld ‒  Qual será a estratégia da NOS para as operações internacionais da Mainroad?

Manuel Eanes ‒ É prematuro falar de estratégia a médio prazo, nesta fase tudo se mantém como até agora. No entanto, as sinergias da junção da Mainroad com a NOS irão permitir uma maior competitividade no mercado e um maior retorno. Nesse sentido, esperamos aumentar o volume de negócios com os nossos parceiros nacionais.

CW ‒ Como será o processo de integração dos quadros da Mainroad na NOS?

ME ‒ O processo de integração será o previsto para uma integração desta natureza.

CW ‒ Será constituída uma nova unidade focada em cloud computing e actividades associadas? O director-geral da Mainroad, Nuno Homem, passa a liderar essa unidade?

ME ‒ Ao adquirir o negócio e activos da Mainroad, a NOS assegura um desenvolvimento mais forte, completo e célere do seu negócio de ICT/Cloud, ficando com uma oferta mais diversificada e profunda destes serviços, os quais assumem uma relevância cada vez maior no segmento empresarial. O nosso objectivo é crescer nesta área de negócio de forma a responder às crescentes necessidades dos nossos clientes, e para isso contamos com a experiência de uma equipa altamente qualificada.

CW ‒ Muitos fabricantes de TI estão a montar redes internacionais de cloud computing, procurando parceiros locais? A Mainroad mantém uma parceria com a Fujitsu. Esta parceria será mantida nos mesmos moldes? A recente operação abre caminho para parcerias com fabricantes com uma posição mais forte, no mercado de TIC?

ME ‒ A relação da Mainroad com os parceiros não vai sofrer alteração. Pelo contrário, será reforçada pela necessidade de endereçarmos desafios mais agressivos e que permitam atingir os objectivos definidos pela NOS.

CW ‒ Que outros tipos de parcerias se tornam possíveis?

ME ‒ Informação reservada.

CW ‒ Quantas PME são clientes da Mainroad e quanto representa esse conjunto na faturação da empresa?

ME ‒ Informação reservada.

CW ‒ Quanto representa o negócio de cloud computing na NOS e na Mainroad?

ME ‒ Informação reservada.

CW ‒ A marca Mainroad vai manter-se ou tende a ser extinta?

ME ‒ Para já mantém-se.

CW ‒ Que outro tipo de empresas, ou que áreas tecnológicas, poderão ser importantes para a estratégia da NOS?

ME ‒ Presentemente não é um tema que esteja em cima da mesa.




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