Publicidade móvel vai dominar redes sociais

“Mocial” cresce a taxas sem precedentes, pelo que a publicidade digital deve ultrapassar a da televisão em 2018.

Digital Ad - eMarketerSe pensa que a mudança do analógico para o digital foi rápida, espere até o móvel liderar no mundo social. No final do ano, os gastos com a publicidade móvel será 68% da receita do Facebook e 84% do Twitter, de acordo com uma apresentação cheia de estatísticas e tendências feita pelo presidente da eMarketer, Geoff Ramsey, na Digital & Social Media Conference da Association of National Advertisers (ANA) norte-americana, que decorreu esta semana.

Os gastos com publicidade móvel nos EUA vão superar os 58 mil milhões de dólares e capturar 71% de todos os gastos com publicidade digital até 2018, de acordo com a eMarketer. Agora que smartphones atingiram massa crítica, o nível de participação entre o público mais visado​pelas marcas (idades entre 12 e 64 anos) é superior a 90% do total. Quase 85% de todas as pessoas nos EUA com idade entre os 11 e os 64 anos têm um smartphone, mas o total fica em pouco mais de metade da população total nos 51%.

O uso dos media sociais, ligeiramente superior a 54% da população dos EUA, está a ocorrer cada vez mais em dispositivos móveis. Mais de 70% de todo o tempo gasto em redes sociais ocorre em smartphones, de acordo com dados da comScore citados por Ramsey.

“O único ecrã que interessa é o móvel”, disse Ram Krishnan, vice-presidente sénior de marketing da Frito-Lay, após a apresentação de Ramsey.

Facebook controla actualmente 71% do mercado da publicidade social, que é o equivalente a 10% de todos os gastos com publicidade digital nos EUA.

Móvel + social = “Mocial”
Zita Cassizzi, directora digital da Toms, diz que ela e a sua equipa estão agora a chamar essa tendência de “mocial”. A ideia geral é que marcas como a Toms precisam de ser social na sua actividade móvel e móvel na forma como se ligam socialmente. Chamam-lhe engajamento social mobiliado – ou “mocial”, de forma mais curta.

A eMarketer antecipa que os gastos totais em media nos EUA vão crescer 5,3% e superar os 180 mil milhões de dólares este ano, mas a maior parte desse crescimento é impulsionado pelo digital e móvel. O crescimento ano-a-ano cairia para apenas 1,1% este ano, se não fossem as contribuições da publicidade digital e móvel, disse Ramsey, acrescentando que, pelo menos, 51 mil milhões de dólares serão gastos em publicidade digital nos EUA este ano.

Apesar da TV ser ainda o longo rei dos conteúdos, os usos móvel e computador desktop combinados são agora maiores do que a média da televisão de 4 horas e 28 minutos por dia. O móvel tem também estado à frente do desktop, superando a sua média de 2 horas e 12 minutos por dia com mais 29 minutos diários, segundo Ramsey.

“Em apenas um par de anos, os gastos com a publicidade móvel vão ultrapassar o desktop”, disse, apontando para 2016. Mas o maior ponto de inflexão será em 2018, de acordo com a eMarketer, quando os gastos com a publicidade digital deverá ultrapassar a da TV pela primeira vez.

Na realidade, os gastos com os computadores desktop já está em declínio, caindo 1,2% este ano, enquanto o investimento móvel saltou 83%, impulsionado principalmente pelos ganhos em pesquisas e visualização (“display”).

Crescimento digital
Sozinha, a Google controla 39% de todos os gastos com publicidade digital nos EUA e apenas um punhado de empresas controla 60% do mercado, diz Ramsey.

A falta de concorrência no espaço móvel é ainda mais desigual. Os três maiores intervenientes – Google, Facebook e Twitter – ganham mais de 60% de todo o dinheiro gasto em anúncios para telemóveis nos EUA, segundo aquele responsável.

O investimento com publicidade social chegará aos 6,8 mil milhões de dólares este ano nos EUA, de acordo com a eMarketer. O Facebook controla actualmente 71% do mercado, que é o equivalente a 10% de todos os gastos com publicidade digital nos EUA.




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