O fim de (quase) todas as passwords

A Microstrategy apresentou, em Barcelona, a versão beta externa da solução móvel de gestão de identidades, Usher.

Usher_beta“O que nos diz o caso da maior violação de cibersegurança na [agência norte-americana de segurança] NSA? Nós vê-mo-la como uma oportunidade”. A frase de Michael Saylor, CEO da MicroStrategy, serviu para apresentar a versão beta externa da solução móvel de gestão de identidades Usher, esta terça-feira no evento da empresa que decorre em Barcelona.

Segundo dados da empresa, há 30 milhões de passwords em circulação ilegal e um maior perigo agora com a mobilidade, com os dispositivos disponíveis em qualquer lugar e a qualquer hora. “A segurança está como há 15 anos mas o Usher pode mudar isso”, declara Saylor, ao permitir uma identificação móvel, entrada sem passwords em sistemas, desbloquear sem chaves (portas ou elevadores, por exemplo) ou autorizar transacções seguras.

A aplicação permite a sua ligação a outros sistemas – como PCs – e a validação de entrada em aplicações da Microsoft à Salesforce. O browser e o telemóvel não comunicam, sendo a validação entre ambos feita por Bluetooth.

Se o telemóvel é roubado ou fica inactivo, espera-se que tenha uma password – desvalorizando assim o lema da MicroStrategy sobre o “fim das passwords”, feito na apresentação pela gestora do produto, Mika Devonshire. No entanto, as comunicações entre dispositivos é cifrada, pode-se acrescentar uma solução biométrica, desactivar o Usher noutro dispositivo ou contactar o serviço.

A ferramenta serve igualmente como identificação de funcionários ou para acesso temporário a instalações, possibilitando a abertura de portas de segurança. No primeiro caso, a junção de ferramentas de analítica a esta ciberchave alia a segurança física com a móvel ou, noutros casos, permite seguir os funcionários ou grupos. Se os funcionários em geral dispensam esta funcionalidade, ela pode ser útil para forças de autoridade, como polícias ou bombeiros.
A aplicação “é como o Uber ou o Instagram, podiam existir antes mas não faziam sentido sem a mobilidade”, refere o CEO da empresa, lembrando que os clientes da empresa querem este tipo de solução e “ninguém tinha isto há três anos”, quando começou o desenvolvimento.

 

O Usher “é como o Uber ou o Instagram, podiam existir antes, mas não faziam sentido sem a mobilidade”, diz Michael  Saylor, CEO da Microstrategy.

Além disso, a empresa acha estar bem posicionada porque “nenhum governo compra isto de uma startup, tem de se estar com as 25 maiores empresas”. “É possível concorrer connosco? Sim. Ter algo pronto agora no mercado? Não”, diz Saylor.

A empresa está a estabelecer parcerias para aumentar as funcionalidades, como ao nível da biometria ou com serviços financeiros. É uma arquitectura aberta que pode ser integrada com biometria, autenticação forte, soluções de reconhecimento vocal ou de impressões digitais.

Em testes na Alemanha está o uso da aplicação em veículos, como chave mas também para conhecimento das rotas, com a DHL e a Volskwagen. O preço em modelo de licença do Usher, que deverá chegar ao mercado em Setembro, ainda está a ser definido.




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