Investigador do Facebook defende experiência controversa

Contudo, face às reacções negativas sobre a manipulação do fluxo de notícias de 689.003 utilizadores, Adam D.I. Kramer admite algumas dúvidas.

rede social_sxcO investigador do Facebook, Adam D.I. Kramer, procurou defender a investigação que conduziu, na qual foram adulterados fluxos de notícias de 689.003 utilizadores da rede social. Apesar de defender o mérito do objectivo da investigação, acabou por manifestar algumas dúvidas.

“Em retrospectiva, os benefícios do trabalho da investigação pode não ter justificado toda a ansiedade”, disse. A investigação em causa, segundo o autor, procurava estudar um fenómeno e preocupação comum: quando os amigos de utilizadores publicam conteúdo de teor positivo no site da rede social muitos outros acabam por manifestar atitudes negativas, inclusive o de se sentirem deixados de fora.

O trabalho incidiu também na possibilidade de a exposição à negatividade dos amigos poder levar as pessoas a evitarem visitar o Facebook. “Não indicámos claramente as nossas motivações no trabalho”, escreveu Adam Kramer na sua página da rede social.

“A razão pela qual fizemos esta investigação é porque nos preocupamos com o impacto emocional do Facebook e com as pessoas utilizadoras do nosso produto”, afirmou. Mas, depois de uma tempestade de protestos na Internet nos quais se acusava o Facebook de manipular as emoções dos seus utilizadores, Kramer parece estar com dúvidas.

O trabalho, realizado com outros dois investigadores, foi publicado na revista Proceedings da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos da América. Descreve a utilização de um algoritmo para manipular conteúdo no fluxo de notícias (News Feed) de 689.003 utilizadores em duas experiências paralelas.

Numa delas, a exposição a conteúdo emocional positivo foi reduzida, enquanto na outra os investigadores diminuíram o contacto com conteúdo emocional negativo.

O objectivo das experiências era descobrir se a exposição às emoções leva as pessoas a mudarem o seu próprio comportamento na publicação de conteúdo, e com que tendência.

O estudo concluiu que os estados emocionais “podem ser transferidos para outras pessoas através do contágio emocional, levando as pessoas a experimentarem as mesmas emoções, terem consciência disso”. Isso acontece sem interacção presencial e sem sugestões não verbais. A observação de experiências positivas de outras pessoas constitui uma experiência agradável para os utilizadores, defende o trabalho.




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