Bancos devem acolher disrupção vinda das startups

Um envolvimento com uma comunidade mais vasta poderá ajudar a estratégia de digitalização do negócio dos bancos, defende o CIO do UBS, Oliver Bussmann.

Oliver Bussmann _CIO do UBS_Computerworld Suíça (DR)

Os bancos podem adoptar a tecnologia disruptiva que algumas startups estão a trazer para o sector financeiro e usá-la para impulsionar a sua própria transformação digital, de acordo com o CIO do banco UBS, Oliver Bussmann. O responsável ingressou no banco suíço vindo da SAP no ano passado e ficou encarregado de auxiliar a mudanças liderada pelas TI em toda a organização.

Numa reunião recente com analistas, afirmou que parte da estratégia digital, da instituição com 160 anos, inclui o envolvimento com um ecossistema de start-ups, capitais de risco e comunidades universitárias focadas na inovação e tecnologia para serviços financeiros – “fintech”.

“Existem mais de três mil novas empresas no negócio ‘fintech’, o investimento nessas organizações atingiu os três mil milhões de dólares, e portanto há uma mudança significativa e não há mais concorrência”, considerou, fazendo referência a um recente relatório da Accenture. “O que nós fizemos foi desenvolver uma abordagem de “ecossistema” que criou não só equipes de inovação internas e digitais, mas também acolheu incubadoras de startups.

Por exemplo, em Zurique há uma incubadora com mais de 100 startups, e agora já temos equipas envolvidas nessas incubadoras”. “Também estamos em parcerias com as universidades, especialmente conduzindo abordagens de ‘design thinking’ para colocar o cliente no centro e usar técnicas de desenho para superar desafios complexos”.

A UBS também está envolvida no FinTech Innovation Lab de Londres, um de vários aceleradores de startups, com financiamento de diversos grandes investidores.

Bussmann alerta que o ritmo de mudança dentro do sector financeiro acelerou, com um número de agentes não-tradicionais a entrarem no mercado e a oferecerem alternativas em áreas como a gestão de fortunas, empréstimos e pagamentos.

“As startups estão entrar em nichos. Tomam um processo de serviço e tentam digitalizá-lo. Muito tem a ver com sistemas de pagamento ‒ carteiras e moedas digitais. A Facebook, a Google e a Apple estão todas numa corrida àos pagamentos móveis também, e assim o negócio dos pagamentos está em grande mudança”, considera.

Outra parte da estratégia de digitalização do UBS inclui a adaptação das práticas de trabalho internas para permitir que a organização evolua rapidamente para o desenvolvimento de novas tecnologias.


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