Seguros poderão subsidiar automação residencial

A Microsoft e a American Family Insurance procuram explorar modelo económico, para a Internet das coisas, capaz de oferecer reduções significativas nos custos de seguradoras.

IoT-Microsoft (DR)Se a automação residencial conseguir reduzir os sinistros devido a incêndios, danos causados ​​pela água e roubo, as seguradoras poderão tornar-se fortes defensoras da Internet das coisas. Isso pode mudar o modelo de negócio da aplicação do conceito às casas e prédios, e a ideia suporta a parceria estabelecida entre a Microsoft e a American Family Insurance.

As companhias de seguros podem mesmo um dia vir a subsidiar o custo de instalação das tecnologias, ou, eventualmente, cobrir toda a despesa. É por isso que a colaboração entre as duas empresas pode ser importante.

As duas anunciaram a criação de uma iniciativa de investimento, Microsoft Ventures Accelerator, focada na automação residencial. A American Family Insurance, a oitava maior seguradora para residências nos EUA, vai oferecer investimentos de capital para startups.

O interesse da seguradora surge com os resultados da sua iniciativa Teen Safe Driver Program, no âmbito do qual era instalado um acelerómetro e um gravador de eventos, perto do espelho retrovisor de veículos. Serviam para os pais de adolescentes controlarem a condução dos filhos.

Normalmente o risco de acidentes envolvendo carros conduzidos por jovens de 16 e 17 anos é nove maior que o daqueles dirigidos pelos pais. Mas o uso do equipamento levou a uma redução de 70% no números de acidentes com adolescentes.

Os dados do programa foram convincentes  e “abriu-nos os olhos para a protecção pró-activa”, explica Dan Reed, director-gestor da American Family Ventures.

A experiência levou a seguradora a procurar outras oportunidades de usar a tecnologia para reduzir riscos, e a domótica foi a área eleita .

A principal causa de recurso a apólices de seguros de imóveis é a meteorologia nos EUA, mas Reed diz que pouco se pode fazer sobre isso. Mas o factor seguinte são os incêndios domésticos, e sensores avançados podem estabelecer correlações com o uso de energia eléctrica de forma a prever um incêndio num aparelho.

Outro grande factor são as inundações domésticas. E neste caso, a seguradora a investigar uma tecnologia de comunicação capaz de alargar a utilidade dos sensores de humidade, para detectar fugas de água.
A área da segurança já tem potencial reconhecido.




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