CMU Portugal investe seis milhões nas ERI

As verbas serão aplicadas em seis iniciativas de investigação, reveladas esta quinta-feira, durante quatro anos.

Joao Claro, director nacional do Programa Carnegie Mellon PortugalO Programa Carnegie Mellon Portugal (CMU Portugal) revelou as seis Enterpre nership Research Initiatives (ERI), ou iniciativas empreendedoras de investigação, para as quais tem disponível um financiamento total de seis milhões de euros, durante um período de quatro anos. Os seis projectos foram escolhidos entre 21 candidatos.

Destacaram-se, segundo um comunicado, “pelo seu cariz vincadamente interdisciplinar, numa articulação estreita entre actividades de investigação, formação avançada e inovação, com vista a resolver problemas concretos que conduzem a desafios científicos relevantes”. “Das seis iniciativas seleccionadas por via competitiva, três propõem o desenvolvimento de aplicações na área da saúde, um propõe um novo paradigma de comunicação entre dispositivos móveis, e dois situam-se na área da gestão e políticas de inovação tecnológica e de industrialização”, salienta João Claro, director nacional do Programa Carnegie Mellon Portugal.

O conjunto das seis iniciativas:

‒ “AHA: Assistência Humana Aumentada”, liderada pelos investigadores Alexandre Bernardino (IST-UL) e Daniel P. Siewiorek (CMU);

‒“Dinâmicas de inovação em aeronáutica e na Embraer em Évora: Uma plataforma distributiva para iniciativas empresariais, emprego e desenvolvimento de capacidades”, liderada pelos investigadores Joana Mendonça (IN+ / IST-UL) e Granger Morgan (CMU);

‒ “INSIDE: Sistemas Inteligentes de Robôs em Rede para Interação Simbiótica com Crianças com Atrasos de Desenvolvimento”, liderada pelos investigadores Francisco Melo (INESC ID / IST-UL) e Manuela Veloso (CMU);

‒ “Hyrax: Crowd-Sourcing de Dispositivos Móveis para o Desenvolvimento de Edge-Clouds”,liderada pelos investigadores Fernando Silva (INESC TEC / FCUP) e Priya Narasimhan (CMU);

‒ “TEIPL: Laboratório de Empreendedorismo, Tecnologia e Política de Inovação”, liderada pelos investigadores Pedro Oliveira (Católica Lisbon School) e Lee Branstetter (CMU);
‒ “VR2Market: Desenvolvimento dum Produto para Monitorização Móvel e Vestível da Saúde de Profissionais de Primeira Resposta e de outras Profissões de Risco”, liderada pelos investigadores João Paulo Cunha (INESC TEC / FEUP) e Fernando De la Torre (CMU).

No total, as seis iniciativas envolvem mais de três dezenas de instituições Portuguesas do ensino superior e de investigação, a Carnegie Mellon University, e empresas, de startups a multinacionais, diz um comunicado do programa português. “Neste conjunto de ERIs estão envolvidos parceiros empresariais com uma forte presença no tecido económico a nível nacional e internacional, com um volume de financiamento superior a um milhão de euros”, revela o responsável.

Cada iniciativa integra equipas multidisciplinares compostas por investigadores de instituições portuguesas, da Carnegie Mellon University (CMU) e de um ou mais parceiros empresariais. Liderado por Hans-Dieter Burkhard (Universidade de Humboldt, na Alemanha), o painel de peritos de avaliação das Iniciativas Empreendedoras de Investigação foi composto por: David Padua (Universidade de Illinois, nos Estados Unidos), Gilles Barthe (IMDEA – Madrid Institute for Advanced Studies, em Espanha), H. S. Jamadagni (Indian Institute of Science, na India); Nora Ayanian (Universidade de Southern California, nos Estados Unidos); Richard de Neufville (MIT, nos Estados Unidos), e Steve Markham (Universidade Estadual de North Carolina State, nos Estados Unidos).

O Programa Carnegie Mellon Portugal prevê a abertura de um 2º Concurso para Financiamento de Iniciativas Empreendedoras de Investigação. Até 2013, o Programa financiou aproximadamente 25 projectos de investigação, que tiveram impacto em empresas como a Critical Software, a Novabase, a Portugal Telecom ou a Outsystems, entre outras, e apoiou a criação de 10 startups.




Deixe um comentário

O seu email não será publicado