Estradas vão precisar de normas de dados

Vários sistemas e tecnologias podem ser utilizados para tornar a condução mais segura e mais eficiente.

estrada_morguefileCada vez mais os engenheiros falam sobre as estradas como sendo uma rede, e há boas razões para isso. Representadas em monitores de alta definição, as vias aparecem como fios pendurados nas costas de pilhas de servidores. Os dados – os veículos, neste caso – são ilustrados por pequenos pontos em movimento.

Vários investigadores dedicados ao estudo do tráfego de veículos estão interessados ​​em reduzir o potencial de congestionamento do tráfego. Os engarrafamentos equivalem a perdas, tanto de produtividade humana como económicas.

“Desenvolver formas de sair dessas confusões através da construção não será uma boa resposta”, considera Gabor Karsai, professor na escola de engenharia na Universidade de Vanderbilt, e membro de uma equipa dedicada a melhorar fluxos de tráfego.

Engenheiros, fabricantes de automóveis e autoridades de transporte dos Estados Unidos reuniram-se na conferência SmartAmerica, organizada pela Casa Branca na semana passada, para discutir estes temas. Interessava conhecer e discutir vários sistemas e tecnologias passíveis de serem utilizadas para tornar a condução mais segura e mais eficiente.

Em exposição estavam tecnologias como as de Dedicated Short Range Communications (DSRC) que permitirão aos veículos partilharem informações em tempo real, sobre localização e velocidade, por exemplo. Poderão também conseguirão alertar sistemas de monitorização para a necessidade de desenvolver uma acção evasiva, na regulação dos fluxos de tráfego, numa região.

Conforme a importância das TI no transporte aumenta, o departamento de transportes dos EUA começou a discutir a necessidade de haver normas sobre intercâmbio de dados nas estradas, afirmou o CIO da organização, Richard McKinney.

O responsável procurou reforçar como o desenvolvimento independente dessas normas dificultará as comunicações.

Para os sistemas DSRC permitirem aos veículos comunicarem uns com os outros, precisam que eles sejam implantados ao longo das estradas, assim como nos carros. Mas a indústria automóvel precisa de cinco a sete anos para adicionar novas tecnologias nos veículos, e por isso as DSRC estão claramente a anos de distância.

Mas, no futuro mais imediato, existem sistemas como aqueles em que Karsai está trabalhar, e outros nos quais estão envolvidos investigadores da Universidade da Califórnia, em Berkeley. O sistema de Karsai poderá ser implantado em poucos anos no sul da Califórnia, constitui uma infra-estrutura integrada, de monitorização da rede, das estradas, e, em seguida, para controlar o fluxo de tráfego.

Semáforos individuais e luzes de auto-estrada deverão “falar” uns com os outros, num sistema interligado, para ajudar a garantir um fluxo de tráfego sem problemas. Outros sistemas que podem ser mais rapidamente implantados são aqueles relacionados com o estacionamento, factor de grandes perdas de tempo.

Já está disponível a tecnologia necessária para informar onde os motoristas podem encontrar estacionamento, quanto vai custar e até permitir-lhes mesmo reservar um espaço.




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