Escassez de profissionais de Linux provoca crise

Perto de 25% dos projectos de TI na Europa estão atrasados, como resultado de dificuldades da oferta de recursos humanos com habilitações sobre a tecnologia open source, segundo o estudo 2014 Linux Jobs Report.

Jim Zemlin_Linux Foundation - IDGNSA escassez de profissionais experientes em Linux no mercado europeu provocou uma crise de competências que está a afectar as empresas, de acordo com a Linux Foundation. Faltam programadores e administradores de sistemas, com competências e na referida tecnologia, segundo o estudo 2014 Linux Jobs Report.

O trabalho constatou que 87% dos gestores de admissão de recursos humanos europeus têm “a contratação de ‘talentos’ em Linux” na sua lista de prioridades para 2014. Quase metade (48%) planeiam aumentar as suas contratações de profissionais de Linux ao longo dos próximos seis meses, em comparação com o semestre anterior.

Mas 93% dizem estar a enfrentar dificuldades para encontrar profissionais com as habilitações em Linux de que necessitam. Daqueles incapazes de preencher posições em aberto, 25% têm projectos atrasados, como resultado.

Segundo o estudo, os programadores e administradores de sistemas são os profissionais de Linux mais procurados na Europa, por 69% e 51% dos gestores de contratação, respectivamente. Perto de 32% dos entrevistados procuram contratar recursos humanos competentes em metodologia DevOps, e 19% profissionais de gestão e gestão de TI.

“Os resultados do estudo mostram claramente que o futuro é promissor para profissionais de Linux na Europa. No entanto, conforme a procura cresce, ela também ilustra que os gestores de contratação não só precisam de se concentrar em trazer novos ‘talentos’ para bordo, como também precisam de manter e aumentar as habilitações da sua força de trabalho actual de Linux”, afirma Jim Zemlin, director executivo da Linux Foundation.

De acordo com o trabalho, sete em cada dez profissionais de Linux baseados na Europa dizem ter recebido propostas para novas posições nos últimos seis meses. Cerca de 30% revelaram ter havido mais propostas do que nos seis meses anteriores.

Além disso, um terço dos profissionais de Linux na Europa pretende encontrar novas posições durante este ano. Perto de 58% acredita ser “bastante ou muito fácil”.

Daqueles interessados em mudar, a remuneração é a maior força motriz, com 69% profissionais de Linux a dizerem que o aumento salarial está a influenciar a sua decisão. Entretanto, 59% manifestam-se motivados pela oportunidade de conseguir um maior equilíbrio na vida profissional, e 51% interessam-se por oportunidades de formação adicionais ou certificações.

Nos últimos seis meses, 29% dos profissionais de Linux dizem ter obtido dos seus empregadores actuais um salário mais alto, enquanto 25% dizem ter alcançado um horário de trabalho flexível. A 20% foram oferecidas oportunidades de formação adicional ou de certificações.

O levantamento baseou-se em respostas de 180 empregadores europeus e 890 profissionais de Linux.




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