Protocolos da Internet precisam de reprogramação

O vice-presidente da Verizon, Marcus Sachs, considera que a tecnologia, com 45 anos, está desactualizada face à ameaça da cibercriminalidade.

Marcus Sachs-vice-presidente da Verizon para politica de seguranca nos EUAOs protocolos de Internet datam do desenvolvimento da ARPANET, em 1969 e nunca foram concebidos para enfrentar ciberataques, alerta o vice-presidente da Verizon para política de segurança nos EUA, Marcus Sachs. Precisam de ser reprogramados, defende o responsável.

Numa intervenção, durante o evento AusCERT, Sachs disse aos participantes que os investigadores da ARPANET não podiam imaginar que a rede concebida estaria um dia sob a ameaça de ataques online. “A ARPANET desapareceu, mas a Internet ainda está de pé. Podemos reprogramar a simulação? “, questionou.

“Em termos de protocolos de Internet, já foram propostas centenas, mas apenas dois dominam: Transmission Control Protocol (TCP) e o User Datagram Protocol (UDP)”, diz. “Construímos esta coisa linda chamada Internet e estamos apenas a usá-la para dois protocolos primários. É uma uma vergonha” critica

De acordo com Sachs, isso criou uma “oportunidade perfeita” para os cibercriminosos, pois estão a usar protocolos menos conhecidos, como o File Transfer Protocol (FTP) para causar problemas”. “Conseguimos reprogramar a Internet? Pode demorar mais 40 anos. Poderíamos mudar as regras e construir uma nova Internet ou talvez viver dentro das regras [ dos protocolos de Internet ] e encontrar maneiras criativas de usá-las”, explica.

O responsável tem esperança que daqui a 40 anos as pessoas não estarão a confiar em protocolos TCP e UDP para usar a Internet. “Nós ainda suportamos o modelo de referência ARPANET. Ele ainda é fundamental para a forma como a Internet funciona, mas agora temos uma quase monocultura de sistemas operativos: Microsoft, Apple e Linux”.

O responsável mostrou num diagrama, como o Windows representa 90% dos sistemas operativos de desktop, enquanto os da Apple e Unix constituem os restantes 10%. Nos sistemas operativos de mobilidade, o Android tem uma quota de 80%, a Apple de 15% e outros, como o Windows Mobile e BlackBerry , formam os restantes 5%.

Os sistemas operativos de servidor eram compostas pelos sistemas Unix (60%) e Windows (40%).




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