MicroStrategy apresenta “nova fase” para Portugal

Subsidiária vai gerir negócios em Angola, Moçambique ou Cabo Verde a partir de Lisboa. 2013 foi o melhor ano da empresa em Portugal.

MicroStrategyA MicroStrategy vai entrar numa “nova fase nos mercados em que operamos”, revelou esta quinta-feira o novo country manager para Portugal, Vítor Rodrigues.

A empresa vai intervir em mercados como “Angola, Moçambique ou Cabo Verde e mais alguns em aberto”, com Nuno Esculcas – nomeado para um cargo ao nível da EMEA – a gerir essas relações a partir do escritório em Lisboa ou com a rede de cerca de 20 parceiros.

Outro foco “para os próximos meses” é o “reforço” ao nível dos OEMs e das alianças e parcerias tecnológicas para ter “soluções para empresas, mais rapidamente”, refere aquele responsável, antecipando uma maior abordagem por indústria.

2013 foi o melhor ano de negócios em Portugal, salientou também François Cadillon, country manager para Espanha, sem revelar dados financeiros. Este ano, a MicroStrategy tem “espaço para crescer”, nomeadamente no turismo, fabrico, “utilities” e até Administração Pública. “Os PALOPs vão permitir crescer”, antecipa o responsável português.

Actualmente, a empresa tem cerca de 60 clientes nacionais e, no ano passado, perderam “poucos” porque “eles são fiéis”, diz Cadillon.

Em termos de inovação, a MicroStrategy está a apostar nas arquitecturas “massively parallel in-memory”, na analítica mais personalizada e no desenvolvimento de aplicações móveis. Neste segmento, diz também Vítor Rodrigues, “há espaço para crescer e consolidar”. A empresa quer trabalhar mais com a Apple, à semelhança do que acontece noutros países – nomeadamente em Espanha -, sem afastar-se do Android e, “em breve, com o Windows Phone”.

Segundo Cadillon, a concorrência neste momento surge de pequenos concorrentes – como a Tableau ou a Qlik – e também dos “megavendors” mas estes “estão um pouco perdidos”. Por isso, acredita poderem crescer a nível mundial.

Para já, os resultados financeiros não reflectem essa posição. Os dados mais recentes, relativos ao primeiro trimestre do ano, mostram que a empresa obteve receitas de 137,9 milhões de dólares, contra 130,2 milhões no período homólogo.

As despesas operacionais aumentaram para 113,2 milhões, quando foram de 102,9 milhões de dólares no primeiro trimestre de 2013. As perdas operacionais no primeiro trimestre do ano foram de 8,3 milhões contra 8,7 milhões de dólares no trimestre homólogo.




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