IoT torna posse de equipamento menos atraente

Sensores e os recursos de gestão remota podem transformar o negócio de venda de equipamentos numa operação de serviços. E mesmo os clientes podem preferir abandonar um modelo no qual possuem os seus equipamentos.

Internet das coisas_Microsoft (DR)A Internet das coisas ou IoT (sigla em inglês para Internet of Things) está a levar os gestores a pensarem muito além da utilização dos sensores e análises, numa conferência da Axeda. Consideraram já as possibilidades associadas à integração, por regra, desses componentes em cada equipamento vendido.

As implicações são potencialmente enormes vários responsáveis durante o evento do fornecedor de uma plataforma de gestão de comunicações máquina-a-máquina e da Internet das coisas. Vender um produto autónomo e isolado pode deixar de ser negócio. Há uma boa hipótese de os dispositivos poderem ser controlados remotamente, monitorizados e actualizados.

O suporte poderá ser dado com o uso de ferramentas de gestão remota, sensores. Mas talvez mais interessante é a possibilidade de usar aplicações de análise de previsão, capazes de recolher dados sobre os dispositivos, e antecipar a ocorrência de problemas.

O que as empresas passam a vender é um serviço. Os recursos tecnológicos para a Internet das coisas “é a base ” para fornecer produtos físicos como um serviço, defende David Sherburne, o director de investigação e CTO no desenvolvimento de aplicações da Carestream Health, fabricante de dispositivos médicos. A empresa já vende uma impressora a laser usada em sistemas de imagens médicas, como um serviço.

Nenhum cliente está particularmente interessado em telefonar paras os serviços de assistência de um fabricante, disse Sherburne. Preferem ter fornecedores com capacidades de análise de previsão para evitar a ocorrência de problemas, e que monitorizam continuamente o produto para o manter em funcionamento.

“Ter unidades de serviços proactivas promovem a lealdade do cliente”, considera. Este ano a conferência teve 600 pessoas, mais 25% do que no anos passado, a assistirem às várias sessões. E o CEO da Axeda, Todd DeSisto considerou que “os produtos conectados tornaram-se parte das estratégias empresariais”.

A Axeda anunciou esta semana que os clientes podem agora integrar os sistemas com as plataformas da Salesforce, de vendas na Service Cloud. Assim os dados sobre a utilização e as necessidades de suporte de dispositivos conectados estão disponíveis nessas plataformas, o que alguns clientes do primeiro fabricante Axeda já estavam a fazer por conta própria.

Peter Coffee, vice -presidente de pesquisa estratégica na Salesforce, acredita que a Internet das coisas vai ajudar as empresas a deixarem um modelo no qual detêm a propriedade dos equipamentos. Isso vai acontecer à medida que fornecedores de dispositivos desenvolvam os meios para monitorizar e controlar melhor os equipamentos vendidos.

Todas as empresas, “procuram evitar ter as coisas nas suas folhas de balanço que não geram valor o tempo todo”, diz . Muitas empresas alugar o equipamento, mas o que a Internet das coisas pode fazer é disseminar ainda mais a ideia, oferecendo mais um argumento para não possuir as máquinas.

Grande parte das organizações que adoptam as tecnologias da Internet das coisas são da área dos dispositivos médicos, onde qualquer tempo de inactividade pode traduzir-se em consequências para os pacientes.




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