“Febre” do Big Data falha no crescimento de BI

A maioria das empresas à escala global ainda não está implantar projectos, apesar de todo o discurso, por vezes sensacionalista, em torno do conceito, segundo a Gartner. Os fabricantes de menor dimensão estão a crescer mais.

BI_morguefileToda a promoção sobre o potencial das tecnologias de Big Data no ano passado não resultou num grande crescimento do mercado mundial de BI, diz a Gartner. O segmento cresceu cerca de 8%, para 14,4 mil milhões de dólares em 2013, um incremento que podia ter sido maior, segundo a consultora.

O conceito de Big Data refere-se geralmente à utilização de tecnologias de extracção de informação a partir de grandes conjuntos de dados não estruturados, obtidos de redes sociais, sensores e outras fontes. As aplicações mais tradicionais de BI, produzem relatórios e análises mais baseadas em dados de repositórios estruturados.

“Mesmo que a promoção intensa do Big Data tenha chegado a um ritmo febril [ em 2013 ]” fez pouco para direccionar investimento para a analítica, dizem Dan Sommer e Bhavish Sood, analistas da Gartner.

Apenas 8% das organizações inquiridas pela Gartner avançaram com a implantação de um projecto de Big Data. Cerca de 57% dizem estar em fase de pesquisa e planeamento, de acordo com a consultora. Este grau de experimentação está a “prolongar os ciclos de actualização em mais iniciativas de abrangência empresarial”, consideram.

Durante 2013, houve também uma discrepância entre os fornecedores com a maior receita e aqueles com ritmo de crescimento mais rápido. As quatro maiores empresas de BI ‒ SAP, Oracle, IBM e SAS Institute ‒ cresceram mais lentamente do que a média do mercado, de acordo com a análise apresentada.

O desafio destes fabricantes está na sua maturidade. “As suas principais ofertas são plataformas de BI lideradas pelos departamentos de TI, interligando informações através de uma camada semântica para uma série de funcionalidades, tais como a produção de relatórios, consultas “ad hoc” e processamento analítico online”, afirmam os analistas. “Este estilo de BI, embora valioso, já está instalado na maioria das organizações”.

Ao mesmo tempo os fabricantes como a Jaspersoft e a Pentaho, que oferecem alternativas de baixo custo para esses tipos de ferramentas, cresceu mais rapidamente do que a média do mercado no ano passado. Enquanto isso, ferramentas de descoberta de dados, como aquelas vendidas pela Tibco Spotfire e a Tableau tornaram-se “o novo normal” na experiência do utilizador final de BI durante 2013, segundo a consultora.

Estas ferramentas oferecem uma maneira muito visual para manusear de forma iterativa vários conjuntos de dados.




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