Portugueses mais alinhados com convergência nos processos de compra

Cerca de 43% dos europeus declara preferir comprar nas lojas físicas, segundo o Barómetro para 2014, do Observador Cetelem. Em Portugal, a percentagem de consumidores com preferências semelhantes ainda é maior: 53%.

comércioUma das principais conclusões do Barómetro 2014 do observador Cetelem está na constatação de uma tendência clara para a convergência, cada vez mais forte, entre dois canais de venda e distribuição de produtos e serviços: as lojas físicas. O facto contrasta com previsões anteriores nas quais o e Commerce substituiria completamente as lojas físicas.

Os parecem ser portugueses dos mais fortes a contrariar esta antevisão. Segundo os resultados do estudo, 43% dos europeus declara não tencionar mudar nada nos seus hábitos de compra. Afirmam a preferência por continuar a comprar principalmente, ou mesmo exclusivamente, nas lojas físicas.

E Portugal destacou-se na análise por ficar acima da média europeia (53%). Além disso é dos países onde mais pesquisa sobre os produtos na Internet e depois se vai comprá-los à loja.

Não obstante, os portugueses estão entre os europeus que mais valor atribuem ao papel do vendedor nas lojas. Consideram importante o seu acompanhamento: 74% contra um média europeia de 66%.

Na análise do Observador Cetelem, os portugueses estão ainda um pouco cépticos sobre a possibilidade de pesquisar na loja e comprar depois pela Internet. Apenas 6% admitem fazê-lo para produtos como televisões, sistemas de alta fidelidade, vídeos e electrodomésticos, uma percentagem inferior à média Europeia (14%).

Televisões, sistemas de alta fidelidade, e de vídeo estão entre os produtos que os portugueses gostam de analisar online e comprar nas lojas. Em segundo lugar surgem os electrodomésticos (62%) e em terceiro os produtos de decoração e mobiliário (53%).

Face às constatações o Observador Cetelem recomenda aos distribuidores e comerciantes electrónicos que procurem, atrair o consumidor oferecendo um con­teúdo online rico, bem implantado e que com uma verdadeira fluidez de navegação.

A Internet não é assim utilizada apenas como um canal de compra, mas como um canal de acesso à loja. Perto de 11% dos europeus declaram mesmo que efectuarão cada vez mais as suas compras nas lojas. Até há dez anos atrás previa-se que os comércios se transformassem em simples entrepostos ou showrooms de apresentação de produtos.
«A Internet já está nas lojas, principalmente através dos smartphones dos consumidores, e deverá estar ainda mais integrada para se adaptar aos novos com­portamentos móveis e digitais dos Europeus» defende Diogo Lopes Pereira, diretor de marketing do Cetelem em Portugal.

Outras conclusões e dados do estudo:

− Mais de metade dos Europeus está muito entusiasmado com as seguintes aplicações nos smartphones:

‒ de comparação de preços de produtos (73%);

‒ para digitalização de códigos de barras/códigos QR dos produtos visando aceder a informações (60%);

‒ de pagamento por smartphone sem passar pela caixa (53%).

− Acima  de 50%  dos Europeus está muito entusiasmado a possibilidade de aceder aos seguintes serviços através de tablets e terminais interativos na loja para aceder a informações mais detalhadas sobre produtos (75%) ou ver modelos ou variantes de um modelo que não estão presentes na loja (71%).

− Cerca de metade dos portugueses partilha opinião sobre uma compra nas redes sociais (Facebook ou Twitter) no caso de estar muito ou pouco satisfeito (40% e 38%);

− Mais de 50% dos Europeus defende que as lojas tenham espaços dedicados para se levantar os produtos comprados através da Internet (73%);

− 76% dos portugueses (média europeia de 73%) consideram que um site de Internet ou aplicação móvel de uma marca ou distribuidor podem incitar os consumidores a ir à loja.

− O receio de que os produtos sejam danificados no transporte, a espera pela entrega e a possibilidade de interagir com e experimentar os produtos são factores que levam os Europeus a não optar pela compra através da Internet.

− Os portugueses preferem comprar em sites de distribuidores especializados do que sites de venda de ocasião, sites da marca ou do fabricante;

− Nas intenções de compra dos próximos meses: os portugueses apresentam quase todos os itens de opção de compra em alta em relação ao ano passado. As viagens e lazer (32%), equipamentos domésticos (27%), trabalhos de remodelação e de renovação (24%) continuam a liderar as intenções de compra dos portugueses.




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