Organizações nacionais pouco receptivas ao BYOD

Telecomunicações e media lideram apetência europeia por mobilidade, e sectores financeiro ou Administração Pública têm visão pouco “madura”.

European-BYOD-Index-Report-OracleÉ necessário um “grande esforço de evangelização” para as organizações nacionais aceitarem a tendência do “Bring Your Own Device” (BYOD) para dentro das suas instalações. Mas ela “é inevitável, a pressão é enorme”, afirma Hugo Abreu, Country Manager da Oracle Portugal. “A questão é quando e na definição de arquitecturas”.

O responsável falava num encontro com os jornalistas, esta quarta-feira, a propósito de um estudo da Quorcica para a Oracle, sobre mobilidade e BYOD, onde foram inquiridas 100 organizações na Península Ibérica, das quais 20 a 30 em Portugal.

O “European BYOD Index Report” revela que Portugal e Espanha estão em último em termos do índice e se posicionam apenas à frente da Itália relativamente “à maturidade da sua visão sobre o BYOD”, tendo a maior percentagem de “adversários” do BYOD. As empresas revelaram “níveis de confiança muito baixos” relativamente à segurança dos dispositivos em ambiente BYOD e são das que menos sabem de compartimentação (“containerization”) entre dados pessoais e corporativos, pelo que é necessária a evangelização – nomeadamente em termos da percepção da segurança. “Tal como sucedeu com a cloud”, lembrou Hugo Abreu.

Nas 700 empresas europeias inquiridas, a segurança é a maior preocupação, com 63% preocupadas com a segurança dos dados, 53% com a segurança das aplicações e 45% com a segurança dos dispositivos. E 22% nunca ouviu falar de gestão de aplicações móveis – razão pela qual o fabricante anunciou o Oracle Mobile Security Suite, solução a integrar na sua plataforma de gestão de identidades, com funcionalidades unificadas de segurança.European BYOD Index - Oracle

Em termos europeus, quase metade (44%) não gosta do BYOD ou só o aceita em circunstâncias excepcionais, quase 30% limita-o aos funcionários de topo, 22% baniu completamente os dados ou a informação corporativa num dispositivo móvel e 20% não tem qualquer política para o BYOD. No entanto, mais de metade exclui os smartphones das políticas de BYOD.

Os países nórdicos e a Alemanha/Suíça (DCH) têm a visão mais madura sobre o BYOD, o sector das telecomunicações lidera, seguido pelos media, o Index da Oracle, ao contrário dos sectores financeiro e público.




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