Extreme propõe SDN para ”empresas mais tecnológicas”

O fabricante disponibilizou uma arquitectura de software na qual permite a interoperacionalidade entre a sua tecnologia e aquela herdada da Enterasys. Tem uma estrutura modular, garante Gonçalo Tavares, director técnico da Extreme em Portugal.

ENTERASYS-GonçaloTavaresA Extreme Networks acaba de lançar uma arquitectura de software para a construção de redes definidas por software (SDN), permitindo a interoperabilidade entre a sua tecnologia e a da recém-adquirida Enterasys. Em entrevista, Gonçalo Tavares, director técnico da Extreme em Portugal, diz que é dirigida especialmente às “empresas mais tecnológicas”.

Computerworld ‒ A Extreme diz que a nova solução permite a orquestração e o provisionamento de serviços não só no plano de dados como também mais acima, na aplicação. Como e que tecnologias suportam isto?

GT Através de uma Application Provision Interface baseada em Web Services (XML/SOAP) aberta e com várias chamadas de função possíveis, com suporte da comunidade para desenvolvimento, eliminando assim a “dependência” do fabricante.

CW ‒ Que ambições tem a Extreme no universo das SDN em Portugal?

GT ‒ As empresas mais tecnológicas são claramente o alvo neste contexto, empresas que se enquadrem na “economia móvel” (mobilidade + apps + social) e que portanto possam tirar partido na sua plenitude de uma arquitectura definida por software que seja simples, rápida e inteligente. É portanto nossa ambição enquanto fabricante dotar este tipo de empresas de uma arquitectura que dê especial relevância à experiência de utilização por parte dos utilizadores, como também que essa mesma arquitectura em termos de infraestrutura de rede seja de simples gestão, visibilidade, controlo e operação; rápida (acompanhando a evolução dos standards de mercado nesse sentido) e com inteligência distribuída pela infraestrutura de rede, com uma camada central de gestão, visibilidade e controlo que proporcione uma API aberta para integração com outras soluções tecnológicas, para orquestração e aprovisionamento de serviços.

CW ‒ Que capacidades e limites existem na integração desta arquitectura com aquelas legadas?

GT ‒ A nova arquitectura SDN 2.0 da Extreme Networks é uma evolução da arquitectura anterior. A simplicidade sempre foi um apanágio da Extreme Networks, e o mesmo se pode dizer da inteligência e rapidez.

Com esta nova arquitectura simplesmente adicionamos mais componentes a estes três factores, por forma a tornar a arquitectura ainda mais simples em termos de gestão, visibilidade, controlo e operação, mais rápida (não só no acesso dos utilizadores às aplicações, mas também rápida no sentido de dotar os administradores de rede de informações analíticas que lhe permitam tomar decisões de uma forma mais rápida eficiente) e inteligente (em virtude das informações analíticas que apresenta, através das várias componentes que fazem parte da arquitectura).

CW ‒ Tem de ser adoptada de uma só vez ou é modular?

GT ‒ É claramente modular. Tem vários componentes que podem ser adoptados um a um ao longo do tempo, tendo em conta as necessidades do cliente em cada momento.

Permite uma evolução. Por exemplo, se um cliente adquirir o nosso software de gestão, visibilidade e controlo NetSight (versão 6.0, que cobre todo o portefólio em termos de gestão e visibilidade) e que é parte integrante da nossa arquitectura SDN, e caso pretenda mais tarde integrar (via API) esta sua plataforma de gestão com outras soluções tecnológicas para orquestração e aprovisionamento de serviços, basta apenas licenciar o NetSight para a versão Avançada, ficando de imediato disponível a nossa API para programação (através de Serviços Profissionais da própria Extreme), à medida das necessidades do cliente.

CW ‒ Que exigências (de formação, técnicas ou certificação) traz para o canal esta arquitectura?

GT ‒ Basicamente as mesmas exigências de sempre em termos técnicos/tecnológicos que se espera do canal: um conhecimento profundo e detalhado daquilo que a Extreme Networks tem para oferecer e como configurar os vários componentes da arquitectura por forma a responder às necessidades dos nossos clientes e tirar o melhor partido possível da arquitectura. Temos vários cursos de formação e certificações associadas, nos mais variados contextos tecnológicos.

EXTREME-BlackDiamond X8 for the 100GCom hardware associado

Além da nova arquitectura, a Extreme lançou um módulo Ethernet 100G para o seu switch core BlackDiamond X8, bem como pontos de acesso wireless 802.11ac. Combinados, o novo software e hardware procuram fornecer capacidades de gestão unificada e análises para um melhor suporte a ambientes orientados à mobilidade, às aplicações e redes sociais.

A gestão centralizada é fornecida pela aplicação NetSight 6.0, e suporta todo o portefólio Extreme/Enterasys, diz a empresa. A analítica é fornecida pelo software Purview, o qual permite associar as aplicações aos utilizadores, a dispositivos e locais de execução. Reúne referências para medir a adopção e ROI das aplicações, assim como o envolvimento dos funcionários com as mesmas.




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