Computadores de plástico tomam forma

Uma nova investigação constitui um avanço para o desenvolvimento de dispositivos para redes de sensores. Contudo, o silício está longe de ser substituído em formatos mais convencionais. Há ainda desafios na escrita e processamento de dados.

redes-www.digital-delight.chSerá possível transformar em materiais plásticos em computadores? Uma investigação publicada na semana passada torna essa possibilidade mais real, e envolve a produção de dispositivos de baixa potência, flexíveis e de baixo custo a partir de materiais plásticos.

O plástico não é, normalmente, um material bom condutor. No entanto, os investigadores da Universidade de Iowa e Nova Iorque dizem ter resolvido um problema relacionado com a leitura de dados.

A investigação envolveu a conversão de electricidade a partir de película magnética para materiais ópticos para que os dados possam ser lidos através de material plástico, explica um artigo da revista Nature Communications. Serão necessárias mais investigações antes de os computadores de plástico se tornarem práticos, reconheceu Michael Flatte, professor de física e astronomia na Universidade de Iowa.

Os problemas relacionados com a escrita e processamento de dados precisam de ser resolvidos antes de os computadores de plástico serem comercialmente viáveis. Mas conceptualmente, os computadores de plástico poderão ser usados em smartphones, sensores, dispositivos portáteis, e pequenos aparelhos electrónicos ou células solares, diz Flatte.

Teriam capacidades básicas de processamento, de recolha e transmissão de dados. Não deverão substituir o silício usado nos computadores mais rápidos hoje, mas o material plástico pode ser mais barato de produzir.

Prescindiriam de fábricas de transformação do silício e, possivelmente, poderia complementar componentes deste material, mais rápido, em dispositivos móveis ou sensores. “Os tipos de computadores baratos previstos são dispositivos associados a [tecnologia] RFID, mas com muito mais poder de computação e armazenamento de informação, ou para sensores distribuídos”, disse Flatte.

Uma possível implantação pode ser um grande campo agrícola com sensores de temperatura independentes, feitos a partir destes dispositivos, distribuídos por centenas de lugares por todo o campo, referiu. A descoberta da investigação é um passo importante para dar aos computadores de plástico a capacidade típica dos sensores para armazenar dados, processá-los localmente e direccioná-los para um computador central.




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