CIO sobem nas preferências dos CEO

Os líderes de empresas reconhecem melhor o valor dos CIO na evolução do negócio para o mundo digital, de acordo com um estudo da Gartner. A consultora diz que os segundos são os mais bem preparados para explicar o que é o negócio digital.

cio_20100615_COVEROs CEO vêem o negócio digital como uma projecto de equipa e o CIO ainda tem a maior visibilidade nesse quadro, segundo um estudo da Gartner. Quando a consultora questionou a executivos líderes de empresas a quem dariam a responsabilidade de liderar a inovação digital e mudanças associadas, ao longo dos próximos dois anos, o cargo do CIO destacou-se.

Isso aconteceu quando a liderança era dada a uma única pessoa. Quando outros tipos de executivo estava envolvidos os CEO “viam as iniciativas digitais como muito mais com um esforço colectivo de um comité operacional”.

Para o estudo, a consultora inquiriu 410 líderes seniores de empresas no final de 2013. “Esperar que o CIO seja o principal impulsionador no negócio digital é uma mudança bastante brusca e grande na expectativa e ênfase dado ao cargo”, considerou o vice-presidente da Gartner, Mark Raskino.

“O digital está fortemente associado à inovação para o cliente. Há dois anos, no nosso estudo de 2012 sobre CIO, estes estavam mal posicionados na lista de executivos sobre os quais havia a percepção de serem líderes de inovação”, recorda. Segundo o mesmo, durante a última década, aos CIO e à função de TI, em geral, têm sido atribuídos o papel de gestores de custos de TI, e garantes de qualidade de serviço. Mas não o de fortes inovadores ou de contribuintes para a estratégia da empresa.

Uma das tarefas mais importantes para o CIO durante o próximo ano ou dois é eliminar a lacuna muito grande no entendimento sobre o negócio digital, trabalhando na formação do conselho de administração, dos executivos, dos gestores superiores e intermédios.

“Uma década a pensar a TI com uma função de commodity, passível de outsourcing, deixou muitos líderes empresariais numa posição de relativa fraqueza. A sua visão e conhecimento das mudanças que a tecnologia torna possível, não são suficientemente fortes. As suas capacidades para executar, mudanças profundas nas empresas, baseando-se em tecnologia não estão a ser bem praticadas”, considera Raskino.




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