Winsig disponível para fusões visando a internacionalização

Ao obter maior dimensão, com a conjugação de operações, a organização pode facilmente desenvolver mais argumentos de diferenciação na oferta. E está capitalizada para o fazer.

Nuno Archer-director-geral da  Winsig (DR)Ao mesmo tempo que anunciava uma facturação de 2,15 milhões de euros, a Winsig manifestou estar interessada em oportunidades de fusão na rede de parceiros da PHC. Nuno Archer, em entrevista para o Computerworld, explica como uma operação dessas pode servir os interesses da organização.

O responsável garante a disponibilidade financeira da empresa para suportar uma potencial iniciativa do género. A Winsig afirma-se como o maior parceiro da PHC com 24 consultores certificados, e pretende contratar mais quatro.

Computerworld ‒ Quando diz que a Winsig está atenta a novas oportunidades de fusão, refere-se à compra de uma empresa ou à venda desta organização? Diz que o universo PHC presta-se a isso porquê? Há muitas empresas em dificuldade?

Nuno Archer ‒ O universo de parceiros PHC é constituído por um grande número de empresas, de pequena dimensão, concorrendo sobretudo baseadas no factor preço. A Winsig acredita que uma maior dimensão permite aumentar os factores de diferenciação e as áreas de especialização da empresa.

A dimensão também é um factor importante para o processo de internacionalização ter melhores condições de sucesso. Assim, estamos disponíveis para encontrar outras empresas que partilhem esta visão e estejam disponíveis para este tipo de operações onde procuramos identificar as melhores características e processos de cada empresa.

O conjunto tem de resultar em algo mais do que o somatório das partes.

CW ‒ Quanto representou a facturação internacional da organização em 2013? Quanto cresceu?

NA ‒ As exportações representaram 6% do volume de vendas, tendo triplicado em relação a 2013.

CW ‒ Que carteira de clientes interessaria obter, em particular?

NA ‒ A empresa está particularmente focada nos clientes do sector industrial – temos soluções verticais para os sectores dos plásticos, moldes, metalomecânica, têxtil e calçado. Estas soluções são desenvolvidas sobre software PHC e complementadas por produtos próprios nomeadamente nas áreas de Internet e mobilidade.

O aumento de dimensão consolida a nossa posição para podermos encarar a internacionalização de forma mais robusta.

CW ‒ A organização teria de recorrer a financiamento bancário (ou de outras instituições), ou realizaria a operação com capitais próprios?

NA ‒ A Winsig está devidamente capitalizada para poder realizar estas operações recorrendo exclusivamente a capitais próprios.

CW ‒ Quando diz que a empresa é o maior parceiro da PHC, refere-se a volume de negócios (a totalidade) realizado com soluções desse fabricante?

NA ‒ Somos o maior parceiro da PHC, com 24 consultores certificados. O segundo maior parceiro tem metade desse número e a grande maioria dos outros parceiros tem menos de três consultores certificados.

CW ‒ Quantas contratações prevê a Winsig fazer durante 2014?

NA ‒ Prevemos contratar mais quatro consultores.

CW ‒ Quanto representa a parte de serviços na facturação?

NA ‒ Os serviços representaram 60% da facturação.




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