“Fez-se muito no ‘front-office’ e pouco no ‘back-office’ na modernização da AP”

Paulo Carvalho, director-geral da SAP, defende a necessidade de redesenhar a administração pública e os bastidores dos sistemas de informação da mesma. A simplificação é quase obrigatória.

SAP_Paulo Carvalho_01Nas plataformas de suporte às interfaces com os cidadãos e funcionários públicos, no “back-office” dos sistemas de informação da Administração Pública (AP), “há muita coisa arcaica, duplicada e pouco eficiente”, aponta o director-geral da SAP, Paulo Carvalho. “Fez-se muito no ‘front-office’ e pouco no ‘back-office’ para a modernização da AP”, constata.

Torna-se necessário o país tomar a decisão de modernizar a AP. E isso implica “simplificar”, corrigir ou eliminar “leis que se contradizem”, e “diminuir estruturas”. “Quando isso acontecer haverá oportunidades para a SAP”, e o fabricante corresponderá com soluções, garante.

Na apresentação de resultados da subsidiária, nesta terça-feira, o responsável revelou que o negócio realizado pela empresa no sector estagnou. “Em Portugal, as empresas privadas têm de estar preparadas para não ter proveitos nos projectos desenvolvido com o sector público”, ironiza. São factores de risco, “a complexidade e as exigências na contratação”, cujos resultados “excedem os benefícios”.

A AP e os bastidores dos seus sistemas de informação precisam de ser redesenhados. “A vontade para isso não pode vir só do Governo”, ressalva. Nenhum conseguirá esse objectivo sem os funcionários e os organismos, sugeriu Paulo Carvalho.

Para ilustrar os defeitos da estratégia seguida, o director-geral afirma haver situações nas quais tentam-se resolver em vários organismos “problemas iguais, de formas diferentes”, podendo-se implantar soluções semelhantes (e com vantagens).




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