70 milhões de euros contra lixo espacial

Parlamento Europeu aprova programa para monitorizar e, se possível, eliminar, os detritos no espaço.

Lixo espacial - ESAO Parlamento Europeu votou esta quarta-feira um programa para eliminar o chamado “lixo espacial”.

A quantidade de resíduos na órbita da Terra ameçam os satélites em funcionamento e as naves espaciais e “precisam de ser monitorizados”, diz o Parlamento em comunicado.

Desde o lançamento do Sputnik, em 1957, foram lançados mais de 6.000 satélites, “muitos deles fora de uso, mas ainda na órbita terrestre”. Como estes “equipamentos antigos se decompõem, explodem ou simplesmente colidem com outros objectos, criam ainda mais lixo espacial, o que por sua vez leva a mais colisões, ameaçando os voos espaciais”.

O novo programa europeu, já acordado com os Estados-membros, terá um financiamento de 70 milhões de euros e é acompanhado por uma outra proposta para recolha do lixo espacial, a CleanSpace, da Agência Espacial Europeia (ESA).

O objectivo é ter uma nave a “caçar” detritos a uma altitude polar entre os 800 e os mil quilómetros de altitude, com o lixo a ser apanhado por “uma rede ou arpão ou tentáculo”.

“Décadas de lançamentos deixaram a Terra cercada por uma auréola de lixo espacial: mais de 17 mil objectos detectados maiores do que uma chávena de café”, diz a ESA, considerando que “mesmo uma porca com um centímetro pode ter a força de uma granada de mão”.

Segundo a NASA, há “um número estimado de 500 mil pedaços de detritos de todos os tamanhos” e “que vão desde manchas de tinta até naves espaciais abandonadas”.




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