Insatisfação com departamentos de TI aumenta

A má notícia para as pessoas que trabalham nas operações de TI é que as grandes empresas esperam cortar 2% dos cargos de TI, durante o corrente ano, recorrendo à automação e ao outsourcing, diz a Hackett.

executivoAs empresas querem gastar menos nas operações de TI e infra-estrutura e transferir recursos para as áreas geradoras mais receitas, de acordo com dois novos estudos de escala global. Mas os líderes das empresas e executivos de TI também estão a registar altos níveis de insatisfação com a tecnologia conforme exigem mais dela.

Os estudos um da Hackett e outro da McKinsey & Co, ambos dizem que os executivos de negócio quer fazer mais para melhorar os resultados finais, gastando ao mesmo tempo menos em infra-estrutura durante o processo. A má notícia para as pessoas que trabalham nas operações de TI é que as grandes empresas esperam cortar 2% dos cargos de TI, durante o corrente ano.

Pretendem, para isso, recorrer à automação e outsourcing, de acordo com o estudo da Hackett, baseado num inquérito a empresas com facturação acima dos mil milhões de dólares. O caminho para a melhoria da automação provavelmente será através da adopção de infra-estruturas definidas por software.

Apesar de tudo os orçamentos de TI deverão crescer 1,7% este ano, conforme o departamento de TI, passa cada vez mais, da posição de fornecedor de serviços para a de gerador de receitas, prevê o Hackett Group. Os gestores de TI estão a ser pressionados para fazerem ” crescer o negócio, e não apenas administrá-lo”, considera Mark Peacock, um líder de consultoria para a transformação de TI e director da Hackett.

No seu estudo, a McKinsey, analisou respostas a um inquérito online feito a mais de 800 executivos ‒ 345 focados em tecnologia. Concluiu também que os executivos querem investir menos dos seus orçamentos em infra-estrutura, e pretendem deslocar mais recursos para a análise de dados e inovação.

O estudo diz que os executivos de negócios estão menos propensos a dizer agora que as TI funcionam de forma eficaz, em comparação com há dois anos. “Os executivos de TI são ainda mais negativos”, afirma a McKinsey. Apenas 13% deles dizem que as suas organizações de TI “são totalmente ou muito eficazes na introdução de novas tecnologias, mais rapidamente ou de forma mais eficaz do que os concorrentes”. Esse valor caiu dos 22% registados em 2012.




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