Criado novo consórcio para a Internet das Coisas

A AT&T, a Cisco, a GE, a IBM e a Intel são os membros fundadores do Industrial Internet Consortium, cujo objectivo é promover melhores normas e boas práticas para a interoperacionalidade entre sensores e dispositivos.

Industrial Internet Consortium (DR)Quatro fabricantes e um operador fundaram o consórcio Industrial Internet Consortium (IIC) focado na promoção e desenvolvimento de normas para a Internet das Coisas. Já no início do mês, a Linux Foundation desafiou o sector a construir a referida rede sem tecnologia proprietária, através do grupo AllSeen Alliance, mais centrada nos aparelhos electrónicos.

Contudo, do novo conjunto de parceiros, apenas a empresa de comunicações, AT&T, está presente nas duas formações: operador está na segunda organização através da AT&T Digital Life. No novo consórcio, os outros quatro membros fundadores são a Cisco Systems, a General Electric, a IBM e a Intel.

Prometem levar equipamentos como sensores, válvulas e motores a comunicarem melhor com os sistemas de TI, de modo a poderem ser geridos e analisados pelos segundos. O IIC não deverá normas, mas pretende trabalhar com os organismos de normalização tecnológica existentes sobre as regras básicas para levar os produtos de todos os fornecedores a trabalharem em conjunto, revela o grupo.

A combinação das TI com tecnologias operacionais deverá tornar uma ampla variedade de indústrias mais eficientes. Permitirá também explorar grandes quantidades de dados gerados pelo equipamento instalado, dizem os defensores do conceito de Internet das Coisas.

Entre outras coisas, os fluxos de dados previstos pode ajudar a diagnosticar problemas e revelar tendências ao longo do tempo. Mas, para tornar isso uma realidade em grande escala, os diferentes tipos de equipamento industrial e de TI terão de funcionar em conjunto para as empresas poderem misturar dispositivos de diversos fornecedores e implantar sistemas mais facilmente, dizem os membros da CII.

“Estamos a falar de um mundo muito heterogéneo em vários segmentos da indústria”, disse Ron Ambrosio, engenheiro e CTO da divisão de Smarter Energy Research da IBM, focada na gestão de redes e produção eléctricas. Os sectores dos transportes, do fabrico, do petróleo, da mineração, e das redes de energia são alguns para os quais a Internet das Coisas pode trazer vantagens.

“Até agora, muitas das implantações de Internet das Coisas têm sido sob a forma de silos, e isso tem-nos inibido, como uma indústria”, disse Ton Steenman, vice-presidente do grupo de soluções para a Internet das Coisas, na Intel. Em vez de estabelecer normas, a CII pretende definir as melhores práticas e os requisitos para elas, assim como produzir arquitecturas de referência e estudos de caso.

Também pretende criar novos bancos de ensaio para a indústria, além de usar os já existentes. O grupo diz estar aberto a todas as empresas interessadas convidou algumas organizações a participar.

Embora a adesão inicial inclua alguns dos principais fornecedores de hardware empresarial e um dos principais fornecedores de sistemas industriais, o número é modesto face ao sector e inclui apenas um operador. Contudo, foram feitos convites para vários prestadores de serviços, assim como outros potenciais membros, revelou Richard Soley, director-executivo da CII, e presidente e CEO da Object Management Group .




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