Vortal quer aproveitar vaga da directiva europeia

O fabricante português de plataformas electrónicas de contratação e compras pretende aproveitar as suas relações com integradores espanhóis para entrar melhor nos mercados da América Latina.

Miguel Sousa Sobral_vice presidente da Vortal

A Vortal está a procurar aproveitar a vaga criada pela Comissão Europeia, em torno das plataformas electrónicas de contratação e compras, denominadas de eProcurement, para impulsionar a internacionalização do seu negócio explicou em declarações para o Computerworld, o vice-presidente da empresa, Miguel Sousa Sobral. No quadro estabelecido, em directiva europeia, “dentro de dois a quatro anos” as administrações públicas terão de passar a usar os referidos sistemas, explicou o responsável.

Segundo o executivo, que falava depois de um debate promovido pela ANETIE sobre internacionalização, as administrações públicas já estão mais receptivas às soluções disponibilizadas naquele modelo. Na abordagem aos mercados da América Latina, o responsável revelou as preferências da empresa para aproveitar em parceria a estratégia dos parceiros integradores espanhóis ‒ como a Everis, a Indra e a Tecnocom ‒ melhor colocados nesses circuitos.

Nessa área, as iniciativas passam por aproveitar os apoios do Banco Mundial para projectos de eProcurement, A plataforma Vortal de compras e contratação electrónicas foi utilizada por empresas em 39 países, suportando em 2013 um volume de transacções, no mercado público e empresarial, no valor de 4,4 mil milhões de euros.

Um crescimento de 34% quando comparado com o exercício de 2012, revelou a empresa em comunicado. No ano passado, o sistema foi seleccionado pela Colômbia para disponibilizar soluções a 6500 entidades públicas adjudicantes na administração central e local.

Sobre o projecto, Miguel Sobral  avança que a empresa espera começar a disponibilizar o seu sistema em cloud computing, dentro de dois a três meses, para aquele país. A solução ficará alojada nos centros de dados da PT.

Nos portais previstos deverão desenvolver-se 600 mil procedimentos públicos, registando-se um volume de adjudicações superior a 20 mil milhões de dólares por ano, estima a empresa.




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