18 milhões para promoção de TIC no estrangeiro

Até ao final do primeiro semestre de 2015, a AICEP vai apoiar a internacionalização de 58 empresas portuguesas de TIC. Brasil apresenta um potencial considerável de oportunidades no segmento das aplicações de negócio.

Jose Vital Morgado_vogal executivo da AICEPA AICEP deverá investir 18 milhões de euros na comparticipação de despesas de promoção da internacionalização de empresas de tecnologias de informação e electrónica, revelou o vogal executivo da instituição, José Vital Morgado. 58 organizações devem beneficiar desse apoio até ao final do primeiro semestre de 2015, acrescentou durante um debate na XI Conferência da ANETIE.

O apoio é relativo ao suporte de metade dos referidos gastos de PME apostadas na internacionalização. De acordo com o responsável das 10 mil empresas que a AICEP acompanha regularmente, perto de 1.100 são de base tecnológica e têm mostrado um dinamismo relevante quanto a objectivos de internacionalizar o seu negócio. No segundo semestre de 2014, deve entrar em vigor o quadro de apoios associado ao programa de investimento europeu Horizon 2020, particularmente focado nas PME e na internacionalização de empresas.

Contudo, Vital Morgado não prevê que haja por isso mudanças significativas na estratégia da AICEP e a continuidade da aposta nas PME deverá imperar. No mesmo debate, o presidente da Federação Ibero-Americana de Entidades de Tecnologia da Informação (ALETI), Roberto Mayer, chamou a atenção para o potencial de negócio no segmento das aplicações de gestão do mercado brasileiro. Um levantamento realizado pela organização revelou um universo de 130 mil empresas com 30 ou mais empregados. Adoptando a soma do número dessas organizações, reivindicado pelos vários fabricantes de aplicações como sendo suas clientes, o responsável estima que nem 80 mil estarão equipadas com aquele tipo de software.

Mayer destacou ainda o potencial do impacto dos modelos de negócio baseados em cloud computing. “Este vai permitir que muitas empresas sem instalações no Brasil, estejam presentes no mercado brasileiro”, disse. Amado Espinosa, da Cámara Nacional de la Industria Electrónica de Telecomunicaciones y Tecnologías de la Información (CANIETI), também sublinhou a importância da Internet na exportação de “talento”.

O México vive um momento de mudança impulsionado por uma medida do governo, que decretou o acesso à Internet como um direito constitucional. O responsável associou ao facto uma necessidade urgente de modernização do país.

Ao mesmo tempo, empresas multinacionais que deslocalizaram para a Ásia operações de produção, estão a regressar ao país da América do Norte. Queixam-se de dificuldades relacionadas com gastos de tempo, com transporte, linguística e até mesmo de desvantagens nos custos.




Deixe um comentário

O seu email não será publicado