Portugal Outsourcing pretende criar observatório do sector

Nos seus planos de 2014, a associação anunciou que vai, muito em breve, estabelecer um protocolo com uma instituição académica de referência, para o efeito. Deverá também disponibilizar um estudo sobre o outsourcing na administração pública.

José Carlos Gonçalves_presidente da direcção da APOA Associação Portugal Outsourcing (APO) aprovou um novo plano de acções em Assembleia Geral de Associados e no âmbito do qual pretende criar um “observatório independente do sector a ser protocolado muito brevemente com uma instituição académica de referência”. “O projecto de criação de um observatório do sector é estratégico para nós dado que existe ainda uma lacuna forte na percepção e conhecimento sobre o valor acrescentado do nosso modelo de negócio, o que estamos certos de que conseguiremos combater através da parceria em desenvolvimento com uma universidade portuguesa de elevadíssima credibilidade, reconhecida nacional e internacionalmente, o que muito nos apoiará certamente no desígnio da promoção do sector – e do país – tanto interna como externamente”, afirma José Carlos Gonçalves, presidente da APO.

Dentro de pouco tempo, a organização conta disponibilizar também o estudo “Outsourcing na Administração Pública – uma alavanca de racionalização de custos e impulso do emprego”. A intenção da iniciativa é reforçar a aproximação do sector aos principais interlocutores do sector público e demonstrar do potencial do modelo na racionalização de recursos, redução de custos nos serviços do Estado e promoção da criação de emprego.

A reunião de associados aprovou também a transição do corpo de órgãos sociais que transita do ano anterior. A direcção da APO mantém-se, durante o exercício de 2014, presidida por José Carlos Gonçalves (CGI) e tendo como vice-presidentes Vitor Prisca (Novabase) e António Brandão de Vasconcelos (Everis) e como membros Sérgio Moraes (Sibs Processos) e Célia Reis (Altran).

A presidência da mesa da assembleia geral é assegurada por Paulo Gomes (Xerox) e o conselho fiscal tem como presidente Pedro Vitorino (HP). “A direcção prosseguirá como sempre na missão e objectivos que estiveram na base da fundação da APO, reforçando claramente o papel de entidade promotora do outsourcing não só numa perspectiva interna, considerando o potencial de ganhos de produtividade para o Estado e de criação de emprego, tema tão crítico face ao cenário de crise que atravessamos, assim como externa, considerando o elevado e reconhecido potencial da indústria para o nosso país”, afirma José Carlos Gonçalves.

No seu plano de acções para 2014, a organização propõe-se ainda reforçar a promoção internacional da actividade de outsourcing em Portugal e do país enquanto plataforma transnacional de serviços de base tecnológica. Pretende manter a aposta na convergência de esforços entre algumas entidades e agentes do sector das TIC em Portugal com o objectivo de contribuir para a afirmação do mesmo em geral e dos serviços de base tecnológica em particular.

A APO apostará também em 2014 no reforço da imagem do sector junto dos principais agentes envolvidos na promoção de países nos mercados de outsourcing internacionais. Assim, activamente envolvida no Fórum dos Serviços, iniciativa nascida na Confederação do Comércio e Serviços de Portugal – CCP e da qual a APO é membro fundador ‒ participará na organização de um encontro nacional, em Maio, dos centros de serviços a operar em Portugal com o objectivo de envolver os principais interessados nacionais – governamentais, académicos, e agentes privados do negócio ‒ num debate sobre qual a estratégia a desenvolver com vista ao impulsionamento desta actividade em Portugal.




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