Empresas ibéricas pouco receptivas à BYOD

Um índice realizado pela Quocirca, para a Oracle, diz que Portugal e Espanha são os países nos quais se notam mais adversárias à política de gestão empresarial de utilização de dispositivos móveis.

smartphone_Robert Cardin_TechHive (DR)No Oracle European BYOD Index, as empresas do mercado da Península Ibérica estão no seu conjunto em penúltimo lugar quanto à maturidade da sua visão sobre as políticas de Bring Your Own Device – em último lugar estão as organizações italianas. As empresas portuguesas e espanholas também revelaram possuir níveis de confiança muito baixos no que toca à segurança dos dispositivos do BYOD, posicionando-se no índice muito atrás das empresas de outras regiões.

Os países da Península Ibérica e a Itália reconhecem os desafios da política, como expresso pelas suas pontuações de 3.87 e 4.05 no índice. Estes países são onde existe a maior percentagem de adversários ao BYOD Os países nórdicos e o grupo Alemanha/Suíça (DCH) são aqueles que lideram as abordagens mais maduras à questão da BYOD, com pontuações de 5,65 e de 5,32 respectivamente.

Segundo o estudo, as empresas ibéricas são também as que menos conhecem sobre a organização de conteúdos de dispositivos móveis em receptáculos separados (de trabalho e área pessoal) na Europa. Assim, de acordo com o mesmo, as empresas ibéricas ainda não aceitam as políticas de BYOD e ainda será necessário fazer um grande esforço promocional e informativo sobre a forma como o BYOD pode ser implementado de forma segura.

Para o trabalho, encomendado pela Oracle à Quocirca, foram questionadas 700 empresas europeias, 100 da Península Ibérica. “O estudo constatou que existe uma certa resistência à adopção do BYOD em muitos países da Europa, sobretudo devido às preocupações de segurança manifestadas pelas empresas e que estão relacionadas com a informação de negócio, com os dispositivos, com a identidade dos utilizadores e a segurança das aplicações”, diz um comunicado sobre o trabalho.

O mesmo avança que as organizações que adoptaram o BYOD estão muito melhor posicionadas para explorar as vantagens de redução dos custos de TI e o aumento dos níveis de produtividade dos utilizadores, que aquele tipo de política proporciona. “Ao isolarem dados corporativos e pessoais, as organizações têm um controlo granular muito mais profundo e a flexibilidade de permitir aos utilizadores o acesso seguro à informação, às aplicações, aos sistemas e à governação empresariais, a partir dos seus dispositivos”, defende o trabalho.

Dados gerais:

‒ 83% das entidades adeptas da BYOD consideram os smartphones e os tablets como parte desta, enquanto 73% das organizações adversárias 73% não considera os smartphones nessa abordagem;

‒ Dois terços dos adversários revelaram preocupações profundas acerca da segurança, por oposição a 6% no grupo dos adeptos.

‒ 86% das adversárias da BYOD estão profundamente preocupadas com a segurança dos dados e da informação, versus 22% das adeptas;

‒ 65% das adversárias ou não gerem a segurança dos dados e das informações ou permitem que esta esteja nos dispositivos sem ser encriptada, versus apenas 7% das adeptas.




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