Intel mostra a sua proposta de conectores ópticos

A Conec já começou a enviar cabos MXC aos seus distribuidores. Os componentes deverão mudar a forma como os servidores são desenhados.

Mario Panicia_Intel-por Agam Sha (DR)Após mais de uma década de investigação e desenvolvimento, a Intel apresentou o seu novo conector óptico, que utiliza a luz como uma forma rápida de trocar dados entre computadores. Os cabos ópticos MXC serão implantados pela primeira vez em ambiente de racks e utilizarão a luz e lasers para mover dados entre servidores, suportes de armazenamento, redes e outros recursos computacionais.

Conseguirão transferir dados a velocidades de até 1,6 Tbps (terabits por segundo), superando a taxa de transferência dos cabos de cobre usados ​​em redes de centros de dados. Na base do seu funcionamento está a tecnologia fotónica sobre silício da Intel, a qual combina redes ópticas com componentes daquele material.

A empresa de componentes dos EUA, Conec, já está a distribuir equipamentos para MXC, abrindo caminho para os distribuidores venderem cabos, para fabricantes de servidores e empresas de centros de dados. A Corning, a Tyco Electronics e a Molex vão vender cabos MXC.

Estes acabam com as guerras de conectores, defende Mario Paniccia, director-geral das operações da Intel em fotónica sobre silício. Os cabos são menores, mais duráveis ​​e têm um alcance de até 300 metros, argumenta Paniccia.

As comunicações por Ethernet são mais lentas por canal e os sinais podem degradar-se em cabos de cobre de comprimento superior a dez metros, acrescenta. “Promove realmente a capacidade de separar a largura de banda da distância [como factor]”, disse Paniccia.

Um cabo MXC poderá ter até 64 fibras, cada uma capaz de transferir dados a 25Gbps. O cabo mais rápido com capacidade para transferências a 1.6Tbps terá 64 fibras. O preço vai depender do número de fibras num cabo e o comprimento.

Expandir a capacidade dos cabos de cobre num centro de dados é um grande desafio, recorda Paniccia. E também por isso, os MXC podem mudar a forma como os servidores são projectados, confirma.

A taxa de transferência fornecida por ligações ópticas deverá permitir a desagregação de subsistemas de memória, de armazenamento e de processamento, em caixas separadas. Os servidores têm actualmente importantes limites de memória e armazenamento.

E remover essas limitações a partir da arquitectura no ambiente de rack poderá beneficiar a área da supercomputação e de aplicações, como banses de dados, com o aproveitamento de repositórios de memória maiores mantidos num chassis dedicado.

“A óptica permitirá colocar a memória numa rack mais distante”, disse Paniccia . Em Novembro, a Fujitsu revelou tecnologia de fibra óptica a funcionar em dois servidores Primergy RX200, ligados a caixas de expansão por meio de cabos ópticos. E a Quanta mostrou no ano passado uma arquitetura protótipo para racks de servidor, segundo a qual se movia dados usando módulos ópticos.




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