Tor escondia 900 botnets, diz a Kaspersky

A utilização do sistema de anonimato, pelo cibercrime, parece ter escalado rapidamente durante 2013.

Tor _IDG (DR)A Tor o corre risco de ficar minada por criminosos que abusam do anonimato na Internet, obtido a partir dos sistemas da rede, para esconder uma série de botnets parasitárias, de software de comando e controlo e mercados electrónicos de cibercrime, de acordo com um estudo da Kaspersky Lab.

Há muito tempo que a plataforma tem o seu lado negro, mas a sua utilização por criminosos parece ter expandido muito rapidamente no ano passado. Kaspersky Lab descobriu provas de 900 serviços baseados na Tor, diz o investigador Sergey Lozhkin, usando os mais de 5 500 nós de “relay” e mil nós de saída ‒ servidores a partir do quais emerge o tráfego.

Um dos nichos com particular ascensão foi o de mercados de software nocivo que usam a Tor para esconder a sua actividade. “Tudo começou como famoso mercado Silk Road e evoluiu para dezenas de mercados especializados: em drogas, armas e malware “, refere Lozhkin .

Neles funcionava um número crescente de fóruns onde se negociavam dados de cartões roubados, avança. Previsivelmente, o comércio nesses mercados baseava-se quase inteiramente em Bitcoins, dificilmente associadas a indivíduos.

“Sedear servidores de comando e controlo na Tor torna mais difícil identificá-las, classificá-las em listas negras ou eliminá-las, embora a criação de um módulo de comunicação Tor dentro de uma amostra de malware signifique mais trabalho para os programadores de malware . Esperamos que haja novo aumento do malware baseado na Tor, assim como do suporte para a tecnologia da rede no malware existente”, disse Sergey Lozhkin.




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