Stanford experimenta gestão de Wi-Fi com SDN

Os residentes das instalações da universidade podem nomear as suas próprias redes e definir políticas para elas, mesmo num regime de partilha de pontos de acesso.

Ponto de acesso_Wi-FiA existência de muitas redes de Wi-Fi num espaço restrito, num condomínio ou prédio, pode prejudicar a utilização das mesmas por todos os utilizadores. Mas investigadores da Universidade de Stanford dizem ter encontrado uma forma de transformar essa concentração numa vantagem.

Para os dormitórios da instituição, implantaram uma única e densa infra-estrutura de Wi -Fi, preparada para cada morador poder gerir como a sua própria rede privada. O sistema partilhado, chamado BeHop , pode ser gerido centralmente procurando o máximo de desempenho e eficiência.

Os utilizadores podem ainda atribuir os seus próprios elementos de SSID(conjunto de identificadores de serviços), passwords e outras configurações , de acordo com Yiannis Yiakoumis ‒ doutorando de Stanford ‒ que apresentou um trabalho no Open Networking Summit, esta semana.

Já existem redes Wi-Fi, passíveis de serem implantadas em múltiplos edifícios com algum controlo privado por parte de residentes individuais. Mas o projecto de Stanford alcança isso com infra-estrutura de baixo custo, pontos de acesso do para uso doméstico e uma arquitectura de SDN, redes definidas por software, sobre fundações de software open-source.

Em habitação multi-unidades , cada família tipicamente instala sua própria rede Wi -Fi com uma ligação de banda larga com fio para a Internet .
Usando técnicas de captação de redes Wi -Fi, Yiakoumis e seus colegas construíram uma rede partilhada de pontos de acesso. Mas modificaram o firmware dos dispositivos e usando SDN, virtualizaram a parte privada da experiência de rede .

No modelo dos investigadores de Stanford, os residentes podem nomear e gerir a confiança das suas próprias redes virtuais como se tivessem comprado e ligado um router nos seus próprios quartos. Podem atribuir políticas e dar prioridade às comunicações das suas aplicações favoritas no acesso à largura de banda.

Onde quer que estejam nas instalações, podem aceder à mesma rede virtual, disse Yiakoumis. As tarefas subjacentes de atribuição de dispositivos cliente a canais e pontos de acesso são controladas centralmente para suportar uma melhor utilização da infra-estrutura.

Enquanto numa gestão autónoma de pontos de acesso pode haver uma má utilização das frequências não licenciadas disponíveis no edifício, o controlo central de rede pode beneficiar de uma visão universal para organizar o uso de recursos de forma mais eficiente.




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