Internet das coisas além do “hype” no Mobile World Congress

A evolução para um mundo onde tudo está interligado ou ligado à Internet está a tornar-se realidade, e deverá levar a disrupções em muitas indústrias. E será preferível causá-la do que ser apanhado desprevenido.

Bola detectora da Archos_Peter Sayer-IDG (DR)O Mobile World Congress 2014 termina hoje em Barcelona, mas mostrou bem   como a chamada Internet das coisas está a agitar o vários  sectores da tecnologia. A expressão está a tornar-se mais do que apenas um “hype”, ou promoção sensacionalista.

No evento foi exposta uma variedade estonteante de dispositivos de vestir, com capacidade de comunicação em rede, sistemas de segurança de automóveis, equipamentos de info-entretenimento, tecnologia de monitorização e cartões SIM, para todos os tipos de aparelhos de consumo e industriais. Conforme empresas como as de telecomunicações, de fabrico de automóveis, de fornecimento de SaaS e de produção de  equipamentos de rede, interligam dispositivos a um ritmo cada vez mais rápido, alimentam uma disrupção nas suas indústrias ‒ além de fornecerem novos serviços.

Vários líderes do sector das TIC falaram dessa evolução em várias sessões sem grandes contenções. “Não há como parar [essa tendência]”, disse Joe Tucci, CEO da EMC. “A Internet das coisas está a chegar, e é melhor causar a disrupção, ou preparar-se para ela”, estabeleceu.

“Tem a ver com a interligação das coisas em conjunto através de sensores de uma forma a ajudar os consumidores”, explicou o CEO da Cisco Systems, John Chambers. “Pensem no que se pode oferecer a um espectador de TV em casa, quando se coloca sensores nas sapatilhas dos jogadores da sua equipa de basquetebol favorita ou na bola”, sugeriu Chambers.

Potenciais aplicações podem incluir a exibição de análise de padrões de jogo e de movimentos da bola, exemplificou. Na linha estratégica da Cisco, Chambers prefere usar um termo mais abrangente, a ” Internet de tudo”, incluindo no universo os smartphones e outros dispositivos de computação móvel, bem como os aparelhos conectados à Internet.

Mas os fabricantes precisam de ter a certeza de que eles estão a desenvolver produtos numa arquitectura subjacente e consistente, disse Chambers. O truque será facilitar a interligação nas cas e nas empresas, sugere Chambers.

“Será possível reduzir as despesas de capital dos clientes”, simplificando as operações e a gestão de infra-estruturas e processos de negócios relacionados, disse Chambers. Existem incentivos interessantes nas recompensas financeiras, sublinha o responsável e outros concordam

“Quase todas as empresas vão tornar-se um negócio de Internet das coisas “, disse Jahangir Mohammed , CEO da Jasper Wireless. “Os benefícios são tão profundos que tornam inevitável isso acontecer”.




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