Sector da electrónica propõe iniciativa “Smart Everything Everywhere”

Um grupo de trabalho, composto por 11 CEO, concebeu um conjunto de recomendações à Comissão Europeia para desenvolver as áreas da micro e nano electrónica, visando captar 60% de novos mercados mundiais do sector nos próximos dez anos.

O Grupo de Líderes da Electrónica, da União Europeia, apresentou um plano com recomendações à Comissão Europeia para o desenvolvimento do sector da electrónica, no qual defende a aposta numa “grande iniciativa”: a “Smart Everything Everywhere”, para estimular a procura. O objectivo desse investimento é constituir em toda a União Europeia,  “centros de excelência e zonas de teste, com grande escala, das tecnologias emergentes na vida real das pessoas”, refere um comunicado da Comissão.

No plano, os 11 CEO da indústria electrónica, pertencentes ao referido grupo, dizem à comissária europeia para Agenda Digital, Neelie Kroes, que a Europa pode captar até 60% de quota nos novos mercados electrónicos. Na visão dos mesmo será possível também  dobrar o valor económico da produção de componentes semicondutores na Europa nos próximos 10 anos.
Algumas recomendações e projecções do plano do Electronics Leaders’ Group (ELG), solicitado em 2013, pela vice-presidente da Comissão:

– aposta em áreas onde Europa é forte ‒ automóvel, energia, automação industrial e segurança. A meta é dobrar a produção actual nos próximos 10 anos;

– enfoque em novas áreas de alto crescimento, na Internet das Coisas ( Internet das coisas) e no desenvolvimento de mercados “Smart- x“: sendo o “x”, por exemplo, casas, redes, etc.) O objectivo é captar 60% deste mercado emergente até 2020.

– recuperação de uma forte presença da indústria das comunicações móveis e sem fio. Dominar  20% do crescimento projectado destes mercados é o patamar a atingir.

– O grupo nota ainda uma oportunidade clara para aumentar a capacidade de produção de “wafers” na ordem dos  70.000, por mês já a partir de 2016/17. Isso envolve aumentar 10% a média da capacidade instalada por ano.

O ELG deverá procurar transformar essas ideias em acções concretas , até Junho de 2014. “Eu quero que estejamos no banco do motorista. E o sector quer voltar para essa posição. Então, a minha mensagem é a seguinte: Vamos fazer da Europa o lugar para fabricar e comprar micro nano-eletrónica inovadora”, comentou Neelie Kroes.

De acordo com o comunicado da Comissão, o próprio ecossistema de semicondutores emprega aproximadamente 250 mil pessoas directamente, com 2,5 milhões de empregados na cadeia de valor. Os componentes de micro-electrónica e os sistemas de nano-electrónica representam pelo menos 10% do PIB europeu.

A procura mundial tem crescido anualmente 9% em volume e 5 a 6% em valor, diz o comunicado.




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