Políticos comprometem-se com a neutralidade da rede para ganhar votos

Candidatos ao Parlamento Europeu assinam “carta de direitos digitais”, a qual envolve também um compromisso com a defesa da privacidade.

Quase 30 candidatos às eleições europeias comprometeram-se a defender a neutralidade da rede e a privacidade de dados procurando apoio para serem eleitos. O facto decorre da campanha  WePromise lançada há uma semana por um grupo de defesa dos direitos civis digitais, o EDRi, associação de 35 organizações.

A inicitiava incluiu mesmo a redacção de uma “carta de direitos digitais” com dez pontos, que os candidatos MEP devem prometer respeitar. Em contrapartida, os eleitores são convidados a assinar o compromisso de votar nos candidatos signatários do documento.

Os candidatos acreditam que as liberdades civis digitais serão um grande assunto nas próximas eleições. “Neste momento, na esteira das revelações de [Edward] Snowden, a questão mais alta na agenda é dizer, medidas de vigilância maciça e sem verificação. Acontece que as agências de espionagem nas democracias ocidentais voltaram-se contra a sua própria população, seja com ou sem a bênção dos seus respectivos governos.

Precisamos de colocar um fim a essa sociedade de vigilância que ninguém pediu e não ajuda a proteger-nos. E precisamos de fazer isso agora”, disse o candidato do Partido Pirata sueco, Christian Engstrom, um dos primeiros a subscrever o documento.

Ao todo, 13 dos 29 candidatos inscritos são dos “partidos pirata”, sendo o grupo restante dominado por políticos de esquerda e do quadrante “verde”. O projecto é independente dos partidos políticos.

A maioria dos candidatos que se inscreveram são da Alemanha , Áustria e Suécia. A abstenção na eleições para o Parlamento Europeu, assim como as eleições nacionais na Europa tem sido baixas nos últimos anos.

Mas na opionião do director-executivo da EDRi, Joe McNamee, a tecnologia e as redes sociais oferecem uma grande oportunidade para preencher a lacuna entre os eleitores e os seus representantes.

“Estamos a propor uma solução para três problemas. Estamos a ajudar a aumentar o nível de comparência às urnas, desastrosamente baixo, nas eleições europeias, estamos a educar os candidatos sobre os principais desafios de direitos digitais, que devem ser abordados no novo parlamento e estamos a criar diretrizes claras para o próximos cinco anos”, disse McNamee.

Mais de 350 eleitores já assinaram também o compromisso na primeira semana. McNamee diz que são necessários mais para incentivar os candidatos.




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