GSMA opõe-se a governos na alocação de espectro

O acesso a espectro exclusivo será ainda uma opção atractiva, defende a associação, baseada num estudo da Deloitte.

A partilha de novas faixas do espectro de rádio para comunicações sem em banda larga entre os diferentes operadores não vai gerar dinheiro suficiente para haver economias, de acordo com um estudo encomendado pela GSM Association (GSMA). Um pouco antes da realização do Mobile World Congress, em Barcelona, a organização revela um trabalho da Deloitte o qual “indica” que  “a partilha de espectro pode ser complementar, mas de modo algum substitui a necessidade de acesso a espectro exclusivo, na oferta de banda larga móvel”.

O estudo “The Impacts of Licensed Shared Use of Spectrum” , destaca “como os prazos mais curtos, requisitos de construção, a falta de certeza e as pequenas alocações podem reduzir significativamente a probabilidade de um operador de telefonia móvel investir “. Isso significa, de acordo com o mesmo, ” que os potenciais benefícios de economia derivados da partilha do espectro são, em última instância inferiores aos obtidos através de espectro de acesso exclusivo ” ‒ tendo os operadores as suas próprias bandas de espectro exclusivas para a prestação de serviços.

Para economizar em custos, os operadores já partilham infra-estrutura, como as antenas de telefonia e cabos no chão, que ligam esses postes e alguns centros de controlo. Mas a GSMA diz que não é boa idéia partilhar faixas de espectro para oferecer serviços. ” A GSMA elogia os esforços dos reguladores para encontrar rapidamente uma solução sobre a actual crise de espectro”, disse Tom Phillips , director da GSMA para assuntos de regulação.

“Embora existam esquemas de partilha capazes de fornecer uma abordagem complementar para aliviar rapidamente a crescente procura de espectro, o acesso exclusivo ao espectro para uso móvel é a abordagem regulamentar ideal, proporcionando certezas sobre o mercado necessárias para estimular os investimentos em redes e serviços”. O relatório é baseado num modelo que avalia o valor prospectivo de dois possíveis “cenários de partilha de acesso licenciado” ‒ a liberalização de 50 MHz na União Europeia, na banda dos 2.3GHz a partir de 2020, e de 100 MHz na banda dos 3,5 GHz, nos EUA em 2016.




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