Escassez europeia de competências pode dificultar desenvolvimento da 5G

A próxima geração de redes de comunicação móvel deverá criar uma procura de recursos humanos fora do sector das telecomunicações

A falta de competências práticas entre os licenciados europeu pode prejudicar o objectivo estabelecido da União Europeia, de liderar o desenvolvimento das redes móveis de quinta geração (5G), de acordo com a Huawei.

A 5G deverá proporcionar maiores taxas de transmissão de dados em mobilidade e oferecer suporte a conexões sem fio entre milhares de milhões de dispositivos integrados na Internet das Coisas. Para cumprir o objectivo de lançar serviços comerciais em 2020, proposto por toda a indústria, são necessários trabalhadores qualificados ‒ sobretudo para desenvolver as várias tecnologias necessárias à próxima geração de banda larga móvel. Isso envolve novas formas de gerir capacidade de espectro e a introdução de serviços de infra-estrutura virtualizadas de suporte.

Antonio Salvatore Graziano, vice-presidente para as relações públicas da Huawei na Europa, alerta que muitos recursos humanos com formação universitária não possuem habilitações práticas relevantes para preencher os postos de trabalho, conforme a UE se tenta posicionar na vanguarda do desenvolvimento da 5G .

“Há muitos licenciados, sem dúvida, mas nós procuramos recursos humanos com as habilitações certas capazes de contribuir para o trabalho que estamos a fazer, e esses estão a faltar”, disse Graziano, durante a Huawei Summit 5G em Munique, Alemanha .

As universidades não estão a dar as capacidades para os formados darem um contributo real, mais depressa, assim que entram num empresa, depois de saírem da universidade.

“Estão a dar formação académica clássica, mas até certo ponto falta essa parte para permitir aos licenciado entrarem nos mercados de trabalho. Se isso não for devidamente resolvido poderá prejudicar o desenvolvimento da 5G na Europa”.

Nas telecomunicações e mais além

O vice-presidente e CTO da Huawei para comunicações móveis, Wen Tong, afirma que o desenvolvimento da 5G terá um enorme potencial de criação de emprego na UE. Não se limitará  a empresas de telecomunicações, conforme com as aplicações baseadas em comunicação máquina-a-máquina a criam procura numa variedade de outras indústrias ‒ nos próximos cinco a dez anos.

“Por exemplo, o GSM é limitado às telecomunicações e apenas disponibiliza serviços de voz, mas a 5G não é apenas uma tecnologia de telecomunicações. Terá impacto em muitas outras coisas, e por isso o investimento em 5G é um tema para criar oportunidades de trabalho e habilitações, mas é ainda mais vasto do que isso”, defende.

A 5G vai atravessar, segundo o responsável, diferentes segmentos verticais, desde o sector automóvel, às redes de energia hidroeléctrica e à agricultura. Será uma tecnologia dominante para transformar essas indústrias, na sua visão.




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