Facebook prova capacidade de negócio na mobilidade

Cerca de 53% das vendas de publicidade da empresa, no quarto trimestre de 2013, estão ligadas à interacção com dispositivos móveis.

Face ao quarto trimestre de 2012, a Facebook aumentou de 23% para mais da metade (53%), o peso das suas vendas de publicidade associadas à actividade na rede social realizada em ambientes de mobilidade (tablets e smartphones) durante os últimos três meses de 2013.

A empresa confirma assim a sua capacidade de rentabilizar os seus serviços  em dispositivos de ecrãs menores, um aspecto que levantou dúvidas entre muitos analistas de mercado. A receita total, para o trimestre terminado a 31 de Dezembro, atingiu os 2,590 mil milhões de dólares, correspondente a um aumento homólogo de 63%.

Superou também as expectativas de analistas consultados pela Thomson Reuters, os quais previam valores próximos dos 2,33 mil milhões. O lucro líquido da empresa de redes sociais foi de 523 milhões de dólares e cresceu mais de 700%, face ao quarto trimestre de 2012. O lucro por acção ficou nos 20 cêntimos.

As Facebook gerou receitas de 2,34 mil milhões dólares americanos com a publicidade, um aumento de 76% em relação ao trimestre homólogo do ano anterior. Contudo de acordo com alguns observadores um dos potenciais problemas do negócio da empresa é o grau de cansaço crescente entre os utilizadores adolescentes face à rede social.

No ano inteiro, as receitas da empresa  atingiram mais de 7,8 mil milhões de dólares, aumentando 55% face a 2012.

Em Outubro, os  executivos da Facebook admitiram haver um declínio no número de utilizadores diários entre os adolescentes mais novos. A preocupação envolve a possibilidade de esse segmento estar a preferir usar serviços rivais como os do Twitter ou da Snapchat, embora não esteja a abandonar a rede em massa e sem rodeios.

Segundo a empresa o número de utilizadores activos mensais cresceu no quarto trimestre 16%, para 1,23 mil milhões. A quantidade de membros da activos da rede, também aumentou, nesse caso, 22%. Mas a gestora da  rede social não segmentou esses valores por faixas etárias.

Com as apps no seu  futuro

Na visão do CEO da empresa, Mark Zuckerberg, a Facebook deverá apostar na disponibilização de mais aplicações móveis ou apps. O responsável perspectiva a possibilidade de haver, por exemplo,.  uma app, separada do Facebook,  apenas para partilhar atualizações de estado com os amigos mais próximos de cada utilizador. Ou então envolvendo apenas colegas de trabalho.

No esforço para diversificar os seus serviços, a Facebook tenciona desenvolver uma série de novas aplicações autónomas para as pessoas se interligarem com outras pessoas e partilharem conteúdo. E talvez as apps remetam para novas formas de o fazer.

O projecto, disse Zuckerberg, deverá abordar as várias formas que as pessoas levam para a Internet actualmente na partilha de conteúdo – fotos, informação sobre eventos, locais ou jogos – e para interagirem uns com os outros. O executivo diz que uma série de novas aplicações, ou ” experiências”, deverão ser desenvolvidas nos próximos anos, para oferecer às pessoas novas maneiras de partilhar conteúdo.

 

 




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