Mercado dos PC volta a registar queda histórica

As vendas mundiais caíram 10% em 2013 e nem mesmo a época natalícia “salvou” o ano. O mercado cai há sete trimestres consecutivos, mas pode ter atingido o limite da recessão.

O mercado dos PC registou a maior queda da sua história, mas parece ter tocado no fundo da depressão. Tanto o estudo da IDC como o da Gartner mostram que após a ligeira melhoria no terceiro trimestre, a indústria do PC sofreu uma nova queda num período tradicionalmente forte como é a fase final do ano.

Foi o sétimo trimestre consecutivo de queda nas vendas. Assim, de acordo com a IDC, no último trimestre as vendas diminuíram 5,6%, um pouco menos do que o esperado pela consultora Gartner, a qual apontava para um declínio de 6,9%.

Segundo a IDC, em 2013 as vendas de PC caíram 10% face ao ano anterior, uma queda recorde, que reflecte como as mudanças nas preferências para dispositivos de computação pessoal e mobilidade têm afectado o mercado. Neste sentido, embora a compra de equipamentos profissionais tivesse ajudado a evitar uma queda ainda maior, o segmento de consumo manteve-se muito fraco.

“O mercado de PC correspondeu às expectativas, mas infelizmente não alterou significativamente a sua trajectória de crescimento”, disse Loren Loverde , vice-presidente da IDC para os mercados de PC. “As vendas de PC caíram por sete trimestres consecutivos, e até mesmo as compras da temporada Natal não foram capazes de inspirar uma mudança nos gastos do consumidor. Embora o crescimento do mercado dos EUA tivesse caído no quarto trimestre, melhorou noutras regiões, reforçando a nossa visão de que as taxas de crescimento irão melhorar gradualmente durante 2014, apesar de permanecer em terreno negativo”.

Mikako Kitagawa , analista principal da Gartner , diz que ” mesmo que as vendas de PC tivessem diminuir no quarto trimestre, o mercado dos EUA tocara no fundo. O forte crescimento dos tablets continuaram a afectar negativamente as vendas de PC em mercados emergentes, onde é mais provável que o primeiro dispositivo conectado das pessoas seja o smartphones doméstico, e o seu primeiro dispositivo de computação seja um tablet. Como resultado , a adopção de PC nos países emergentes será mais lento, porque os consumidores preferem tablets face aos PC”.




Deixe um comentário

O seu email não será publicado