2014 será o ano dos mini-smartphones

Se 2013 teve a sua quota de monstruosidades super-dimensionadas, houve também uma tendência favorável às versões mais pequenas de dispositivos populares, na análise de Evan Dashevsky, da TechHive.

Enquanto 2013 teve a sua quota de monstruosidades super-dimensionadas, houve também uma tendência contrária favorável às versões pequenas de dispositivos populares.

Este foi o ano da introdução do HTC One mini e do Samsung Galaxy S4 mini, para não mencionar os modelos mais em conta de grandes marcas na forma do iPhone 5c e o Moto G.

E o comboio das miniaturas não mostra nenhum sinal de desaceleração para 2014. Um site grego de tecnologia revelou que a LG está a preparar um LG G2 mini com ecrã de 4,7 polegadas (embora hesite em referir o LG G2 como um telefone premium).

Além disso, a SamMobile confirmou que a Samsung vai introduzir uma versão “lite” nos seus populares Galaxy Note 3 e Galaxy Grand 2. A tendência ainda se vai alargar a outros dispositivos sob o disfarce de uma versão “lite” do Galaxy Tab 3, que custará cerca de 135 dólares. Estes não serão necessariamente menores mas são parte de uma tendência para trazer marcas de topo para dispositivos de baixo custo.

É um mundo pequeno, afinal de contas?

Será esta onda de dispositivos mini e “lite” uma reacção ao facto de nós, como espécie, estarmos a encolher? Não. Parece ser exactamente o contrário.

O que se passa é o seguinte. O meu pai tem um smartphone – e adora-o. Ele é uma pessoa que só teve o primeiro micro-ondas há 10 anos e me admoestou por comprar o meu primeiro telemóvel em 2001 como sendo uma extravagância desnecessária.

O que um homem com mais de 60 anos e tecnofóbico tem a ver com as tendências dos smartphones? É simbólico de uma tendência muito maior: os smartphones estão agora em todo o lado.

A manifestação mais importante desta tendência é que os smartphones estão rapidamente a expandirem-se para os países em desenvolvimento. E os fabricantes querem um pedaço disso, mas terão que criar dispositivos mais baratos para o conseguir.

“Se olhar para o mercado global dos smartphones, vai notar que a maior parte do volume e do crescimento vem do meio do mercado, especialmente dos que custam cerca de 200 dólares. Eles estão a ser muito procurados”, diz Anshul Gupta, analista-chefe de pesquisa da Gartner.

A tendência do preço mais acessível tem não apenas um efeito no hardware mas também sobre a forma como o software é concebido. Por exemplo, o mais recente OS da Google foi desenvolvido especificamente para smartphones de entrada que têm apenas 512 MB de RAM.

Na apresentação do Googlerola de baixo custo Moto G, a empresa fez a declaração ousada de que a abordagem de telemóvel de 200 dólares baseado no software o tornaria mais poderoso do que um Galaxy S4 de 600 dólares.

Embora não tenhamos tido a oportunidade de o testar desta forma, se for verdade, essa tendência pode ter um efeito muito real em smartphones que estão mais acima na cadeia alimentar.

“Quando se pode fornecer um smartphone de alta qualidade, isso causará um impacto nos smartphones Android na faixa de preço entre os 400 e os 600 dólares”, refere Roger Kay, presidente da Endpoint Technologies Associates. “Ou a qualidade dos smartphones mais caros terá de melhorar, ou podem cair no esquecimento”.

Para o bem ou para o mal, 2014 pode bem ser o ano dos mais pequenos.




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