Três tendências que vão dificultar a vida dos CIO em 2014

A adopção da robótica e da impressão 3D vai dar que pensar. E a BYOD deverá ganhar uma nova dimensão, antecipa Rob Enderle, presidente e analista principal do Enderle Group.

Uma série de grandes mudanças vão começar a ter impacto no departamento de TI em 2014. Mas se calhar deve começar a pensar nelas durante as férias de Natal, em preparação para o Ano Novo.

– a robótica vai evoluir muito rapidamente agora que a Google está a entrar no mercado dos robôs. A pergunta-chave é: quem vai comprar e manter estes robôs que serão cada vez mais utilizados para qualquer coisa, desde processos de fabrico à segurança?

Estas máquinas vão precisar de actualizações de software, por exemplo, e, eventualmente, de serem geridas como um PC. Contudo, as tarefas que os robôs vão substituir ou complementar estarão noutras funções. Como todas as tecnologias emergentes adoptadas em última instância, vão ser os gestores a tomar inicialmente as decisões sem a opinião das TI.

Mas é importante pensar sobre o tipo de fornecedor que deverá escolher para como será gerido e mantido o robô. E aproveitar os anos de experiência, que o departamento de TI tem na gestão de tecnologia, ajudará a garantir os melhores resultados possíveis.

– a impressão 3D e a digitalização, especialmente para peças complexas e de produtos, terá um impacto significativo sobre o que as empresas desenvolvem ou compram. Avanços no sector dos produtos de metal, de plástico e metal conjugados, na cerâmica e nos produtos de composição híbridas, em 2013, resultaram em impressoras que criam coisas incríveis.

Mas isso também tem um risco. Conforme os clientes digitalizam e recriam os produtos que as empresas vendem, as divisões nas organizações digitalizam e imprimem produtos com desenhos protegidos por direitos autorais – e os funcionários também usam impressoras para fins não aprovados.

O departamento de TI tem uma experiência útil sobre a propriedade intelectual, em particular impedindo as pessoas de copiarem aquelas protegidas sem permissões adequadas. Normalmente, as TI gerem impressoras e fotocopiadoras, estabelecendo políticas de utilização.

Estas deverão ser actualizadas para incluírem impressoras 3D e digitalizadores para garantir que são usados de forma adequada e não se tornam num problema maior do que o seu benefício.

– convém manter a evolução da ”tecnologia de vestir” ou “wearable” sob atenção. Os departamentos de TI devem proibir o uso dos Google Glass antes do seu lançamento geral – uma câmara montada na cabeça, sempre ligada, muito semelhante a um gravador sempre ligado, representa um risco de segurança, demasiado grande.

Mas a Google não é o único fornecedor de produtos de consumo potencialmente arriscados. Os “smartwatches”, como o Galaxy Gear da Samsung, também têm câmaras e microfones integrados e sempre disponíveis.

Convém rever as políticas para a utilização de smartphones, dada a qualidade da câmara instalada nesses dispositivos e o facto de eles também terem microfones. Não se pode bloqueá-los, mas tornar as sanções sobre uma utilização nociva para a empresa, e implantar essas políticas, pode levar a avanços importantes na protecção da organização.

Vivemos num mundo BYOD, e D significa “dispositivo”. Cada vez mais, esses dispositivos deixarão de ser tablets, portáteis ou smartphones, e passarão a ser algo novo e excitante para os funcionários, mas perigoso para as empresas.

Antecipar os problemas associados com os dispositivos e colocar em prática, políticas antes de um problema ocorrer, permitirá ganhar vantagem face aos concorrentes – que ainda têm de aprender com os erros.




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